EUA negam guerra contra a Venezuela e dizem que não vai haver ocupação

Embaixador na ONU defendeu a operação americana na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Michael Waltz

O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, negou que o país esteja em guerra contra a Venezuela e ressaltou que não haverá ocupação. A declaração ocorreu durante reunião do Conselho de Segurança, nesta segunda-feira (5), em Nova York.

Waltz reforçou as acusações contra o venezuelano, afirmando que ele e sua esposa, Cilia Flores, são “narcoterroristas”. “Nicolás Maduro é responsável por ataques ao povo dos Estados Unidos, desestabilizar o hemisfério ocidental e, ilegitimamente, reprimir o povo da Venezuela”, disse.

O embaixador também afirmou que a operação foi uma “aplicação da lei” norte-americana. “Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora vai enfrentar julgamento nos Estados Unidos de acordo com o Estado de Direito pelos crimes que ele cometeu contra nosso povo por 15 anos”, disse.

O encontro do colegiado foi convocado após uma operação militar dos Estados Unidos no último sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. A ofensiva americana ocorreu após meses de tensão entre os dois países, com intensa mobilização de tropas no mar do caribe e ações contra barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.

A operação começou logo na madrugada, com o emprego de mais de 150 aeronaves em coordenação, decolando de mais de 20 pontos de decolagem, incluindo o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Os Estados Unidos bombardearam alvos militares para abrir caminho para soldados de elite chegarem ao palácio presidencial. No local, em 47 segundos Maduro foi capturado.

Maduro foi levado para julgamento em um Tribunal Federal em Nova York, onde responde por uma série de crimes. A primeira audiência ocorre nesta segunda-feira (5), sendo conduzida pelo juiz Alvin Hellerstein.

Em coletiva, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo do país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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