O embaixador dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, negou que o
Waltz reforçou as acusações contra o venezuelano, afirmando que ele e sua esposa, Cilia Flores, são “narcoterroristas”. “Nicolás Maduro é responsável por ataques ao povo dos Estados Unidos, desestabilizar o hemisfério ocidental e, ilegitimamente, reprimir o povo da Venezuela”, disse.
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O embaixador também afirmou que a operação foi uma “aplicação da lei” norte-americana. “Os Estados Unidos prenderam um narcotraficante que agora vai enfrentar julgamento nos Estados Unidos de acordo com o Estado de Direito pelos crimes que ele cometeu contra nosso povo por 15 anos”, disse.
O encontro do colegiado foi convocado após uma operação militar dos Estados Unidos no último sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. A ofensiva americana ocorreu após meses de tensão entre os dois países, com intensa mobilização de tropas no mar do caribe e ações contra barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
A operação começou logo na madrugada, com o emprego de mais de 150 aeronaves em coordenação, decolando de mais de 20 pontos de decolagem, incluindo o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford. Os Estados Unidos bombardearam alvos militares para abrir caminho para soldados de elite chegarem ao palácio presidencial. No local, em 47 segundos Maduro foi capturado.
Maduro foi levado para julgamento em um Tribunal Federal em Nova York, onde responde por uma série de crimes.
Em coletiva, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.
Sem Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo do país. Em pronunciamento, ela afirmou que a Venezuela vai se defender da ofensiva americana e que “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.