O presidente detido da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores, desembarcaram nesta segunda-feira (5) no Tribunal Distrital Federal de Manhattan, em Nova York, para audiência da justiça americana, que deve ocorrer às 14h (horário de Brasília.
Segundo o professor de Direito Constitucional João Carlos Souto, o procedimento desta segunda deve parecer com a “audiência de custódia”, realizada no Brasil logo após a prisão, na qual o preso tem direito de ser ouvido por um juiz, e serão avaliados os crimes cometidos por Maduro.
“Certamente haverá discussões no sentido de se ele é prisioneiro de guerra ou se ele é um criminoso comum, acusado de um crime comum, no caso narcotráfico, que é o que os americanos estão acusando”, explicou.
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Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem ser ouvidos pelo juiz distrital Alvin Hellerstein e receberão a lista de acusações pelas quais responderão no país. Se eles não tiverem advogado para representação no processo, um defensor público estadunidense poderá ser designado para representação.
Após a primeira oitiva, inicia a fase de “grande júri”, mais demorada em relação a anterior, que realiza uma análise preliminar do processo e define a forma como o casal venezuelano será julgado.
Tensões no Caribe
Souto não acredita que outros países que têm regimes questionados pelos EUA serão alvos de ofensivas semelhantes, uma vez que a ação foi extrema e muito rara.
“Quando foi a última vez que os Estados Unidos prendeu um presidente ou um líder político e o levou para os Estados Unidos? Isso só aconteceu uma vez com [Manuel] Noriega, do Panamá, no final da década de 80, início da década de 90. Então, é muito raro. Quer dizer, para outros governantes, evidentemente que não há um perigo real imediato, não é algo que se vá fazer com frequência”, apontou.
Durante o último domingo (4), o presidente dos EUA,
Em resposta, Petro pediu para Trump parar de o caluniar e completou: “não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada e, depois, da luta pela paz do povo da Colômbia”.