Em publicação realizada pelo Instagram na noite desse domingo (4), a ‘nova’ presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que aceita negociar com os Estados Unidos e avançar em direção a um “relacionamento internacional e respeitoso entre os EUA e a Venezuela, baseado na igualdade soberana e sem interferência”.
A declaração vem um dia após chamar publicamente a captura de Nicolás Maduro, feita no sábado (3), de “sequestro ilegal” e adota um tom mais diplomático e conciliativo, embora ainda afirme que o país busca viver “sem ameaças externas”.
“Estendemos o convite ao governo dos EUA para trabalhar conjuntamente em uma agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito do direito internacional, e que fortaleça a coexistência comunitária duradoura”, disse a presidente interina nas redes sociais.
Durante entrevista por telefone à revista americana The Atlantic no domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que se a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, “não fizer a coisa certa, pode pagar um preço muito alto, provavelmente maior que o de Maduro”.
Delcy Rodríguez já foi ministra das Relações Internacionais e atuava enquanto vice-presidente de Maduro até sua prisão. A princípio, não aceitou o novo posto e se referia a Nicolás como “o único presidente”, até ser oficializada pelas Forças Armadas do país e a Assembleia local.
Tensão no Caribe
Durante o domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump realizou ameaças ao presidente colombiano, Gustavo Petro, a quem chamou de “homem doente” e falou que uma intervenção militar na Colômbia “soa bem”.
Em resposta, Petro pediu para Trump parar de o caluniar e completou: “não é assim que se ameaça um presidente latino-americano que surgiu da luta armada e, depois, da luta pela paz do povo da Colômbia”.
Ataque à Venezuela
Os EUA fizeram uma operação militar no sábado, às 5h21 do horário local, na capital da Venezuela, Caracas, e capturaram o então presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a deputada federal Cília Flores.
O casal foi levado aos Estados Unidos para julgamento sobre uma possível “conspiração narcoterrorista”, além do transporte ilegal de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.
Segundo Trump, essa foi a maior operação militar realizada desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente acompanhou toda a ação em tempo real no seu gabinete.
*Sob supervisão de Aline Campolina