Daisy, um filhote de rinoceronte branco e Modjadji, uma zebra das planícies, se tornaram grandes amigas no Care for Wild Rhino Sanctuary. Elas moram no maior santuário de rinocerontes órfãos do mundo, em Mpumalanga, na África do Sul, e encontraram na amizade uma forma de sobrevivência.
A zebrinha Modjadji foi encontrada sozinha, com anemia causada por carrapatos, no Parque Nacional Kruger após uma forte tempestade. Dias depois, Daisy foi resgatada, quando tinha apenas 12 horas de vida. Ela também estava doente e sem a mãe.
Os dois filhotes, que não sobreviveriam sozinhos na natureza, foram colocados juntos. Logo eles passaram a dormir juntos e encontraram formas de se apoiarem e se manterem vivos.
“O comportamento lúdico é muito importante para desenvolver habilidades sociais, aprender limites e tornar-se fisicamente competente. A socialização com outro animal em tenra idade torna o animal muito mais adaptado quando se torna adulto”, explica diz Terri Roth, cientista especializada em rinocerontes do Zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, ao National Geographic.
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A proximidade de Daisy e Modjadji pode ser explicada pelas semelhanças surpreendentes entre as zebras e os rinocerontes. Na natureza, os territórios desses dois animais se sobrepõem e ambos são herbívoros que gostam de se alimentar de grama. “Eles são taxonomicamente mais próximos do que qualquer outra espécie”, destaca a cientista.
Apesar das semelhanças, a dupla tem muito o que aprender com os outros animais de suas espécies. A rinoceronte precisará aprender a rolar na lama para se livrar das moscas e encontrar fontes de água, habilidades ensinadas pela mãe. Já a zebra precisará aprender sobre a hierarquia do rebanho com outros animais da espécie. Depois disso, ambas poderão voltar à natureza.