Cites 2026: saiba quais espécies brasileiras terão comércio restrito após novas regras

Novidades contemplam espécies populares de pássaro, aves e tubarões

Pássaro bicudo não poderá mais ser vendido internacionalmente

Parte das novas regras da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites) entra em vigor a partir de 5 de março. As mudanças impactarão as transações comerciais de espécies brasileiras como o pau-brasil, o cação-bico-de-cristal, o curió e a preguiça-de-dois-dedos.

A comercialização do pau-brasil (Paubrasilia echinata) e de produtos derivados de espécimes coletados na natureza após 2007 será proibida. A norma também traz a aprovação da livre circulação de arcos de instrumentos musicais fabricados com pau-brasil, voltada a músicos e artesãos. O uso deve ser estritamente pessoal, sem finalidades comerciais.

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Quanto à fauna, as mudanças contemplam determinadas espécies de aves, mamíferos e peixes. O pássaro bicudo (Sporophila maximiliani) não poderá mais ser vendido internacionalmente, assim como o tubarão-de-pontas-brancas-oceânicas (Carcharhinus longimanus), a raia-manta e a raia-diabo (ambas da família Mobulidae).

As regras incluem cota zero de exportação comercial de peixes-cunha (família Rhinidae) e de peixes-guitarra-gigantes (gênero Galuscostegus spp.). Além disso, o controle do comércio internacional tornou-se mais rígido para as seguintes espécies:

  • Preguiça-de-dois-dedos (Choloepus hoffmanni e Choloepus didactylus);
  • Curió (S. angolensis).
  • Bicudo-de-bico-preto (S. atrirostris);
  • Bicudo-do-norte (S. crassirostris).
  • Papa-capim-de-bico-grosso (S. funerea).
  • Papa-capim-de-Nicarágua (S. nuttingi).

Além das mudanças que entrarão em vigor em março, há outras que valerão somente a partir de 5 de junho de 2027. Trata-se da inclusão, no Anexo 2 da Cites, do cação-bico-de-cristal (Galeorhinus galeus), do cação-liso (Mustelus schmitti e Mustelus mustelus) e de tubarões de águas profundas da família  Centrophoridae spp.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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