Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, e da Universidade do Pacífico, no Alasca (EUA), desenvolveram o PoseSwin, inteligência artificial capaz de reconhecer ursos individualmente na natureza. A ferramenta ajuda a compreender os padrões da espécie e pode servir para gerenciar o habitat dos animais.
A IA funciona a partir de um banco de dados com imagens de ursos-pardo tiradas entre 2017 e 2022. Ao todo, são mais de 72 mil imagens de 109 indivíduos. Os flagrasocorrerams em momentos e condições diferentes, como na chuva e em fases variadas, por exemplo.
O que diferencia cada animal é o formato do focinho, o ângulo do osso da sobrancelha e a posição das orelhas. Essas características variam pouco ao longo da vida do animal e permitem diferenciá-los dos demais.
O programa serve não somente para compreender os hábitos dos ursos e distingui-los, mas para mapear todo o ecossistema em que eles estão inseridos. “Os ursos estão no topo da cadeia alimentar e garantem o bom funcionamento do ecossistema. Eles são essenciais para a manutenção de sistemas saudáveis”, explica Beth Rosenberg, pesquisadora do Laboratório de Pesca, Ciências Aquáticas e Tecnologia da Universidade do Pacífico do Alasca.
A ferramenta ainda pode servir para outras espécies, que apresentam menos variação visual. No caso de animais com padrões visuais marcantes, como girafas, zebras e leopardos, esse sistema já é aplicado e apresenta bom desempenho.