Amazônia Legal tem 904 pontos de desmatamento em áreas protegidas, aponta estudo

Desmatamento está presente dentro e nos arredores de Unidades de Conservação e terras indígenas da Amazônia

Relatório foi feito com base em imagens de satélite, com recorte de 10 quilômetros quadrados

As Unidades de Conservação (UCs) federais e as terras indígenas da Amazônia Legal enfrentaram forte pressão externa de desmatamento entre outubro e dezembro de 2025, segundo dados do relatório Ameaças e Pressão em Áreas Protegidas, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

O estudo também mostra que as unidades de conservação estaduais apresentam dinâmica de devastação mais intensa. No mesmo período, essas áreas registraram maior percentual de perda de vegetação em seus limites.

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O relatório foi feito com base em imagens de satélite, com recorte de 10 quilômetros quadrados, chamadas de células. A ameaça simboliza o desmatamento próximo às áreas protegidas, enquanto a pressão é quando os danos ocorrem dentro do território.

Foram identificadas 904 células com desmatamento em áreas protegidas e arredores. Dessas, 577 (64%) registraram ameaça e 327 (36%) sofreram pressão.

Entre as áreas protegidas mais pressionadas, as Reservas Extrativistas (Resex) Chico Mendes (AC), unidade de conservação federal, registraram maior quantidade de células com desmatamento. A mais ameaçada foi a Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera (PA).

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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