Abrolhos pode se tornar patrimônio mundial natural pela Unesco

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos é o maior berçário de baleias-jubarte do Atlântico Sul e abriga os maiores recifes de corais do Brasil

Região dos Abrolhos tem cerca de 6,18 milhões de hectares

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral da Bahia, pode se tornar patrimônio mundial natural da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O governo do Brasil já entregou o dossiê de candidatura ao órgão.

O documento foi elaborado por entidades como WWF-Brasil, governo da Bahia, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão da unidade, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e apoio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).

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“Esse reconhecimento internacional terá impactos positivos na vida das comunidades da região dos Abrolhos, desde o fortalecimento da consciência sobre a importância da conservação e proteção desse território único, até a atração de visitantes e turistas comprometidos com a regeneração e com experiências socioambientais responsáveis”, avalia Danieli Nobre, analista de conservação sênior do WWF-Brasil e moradora da região.

A Região dos Abrolhos tem cerca de 6,18 milhões de hectares, o equivalente a 187 vezes o tamanho de Belo Horizonte. O local é considerado o maior berçário de baleias-jubarte de todo o Atlântico Sul.

O parque abriga um grande número de espécies marinhas e fica perto de importantes comunidades tradicionais como ribeirinhos, quilombolas e pescadores artesanais. A característica mais marcante do ecossistema são os seus ambientes coralinos únicos, que juntos formam os maiores recifes do Brasil.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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