Janeiro Lilás: Referência em MG, HU-UFJF orienta sobre acesso à saúde de pessoas trans

Desde o credenciamento, 370 pessoas foram atendidas no Ambulatório de Processo Transexualizador.

HU / UFJF

Nesta quinta (29) é o Dia Nacional da Visibilidade Trans, a motivação do Janeiro Lilás, que conscientiza sobre respeito, segurança, escuta e informação, incluindo no acesso à saúde. Em Minas Gerais, o Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é o único serviço habilitado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de cirurgias de transgenitalização.

Desde o credenciamento em 2023, 370 pessoas de diferentes regiões de Minas Gerais foram atendidas na unidade. É oferecido acompanhamento na modalidade ambulatorial, por meio do Ambulatório de Processo Transexualizador, e hospitalar, contemplando cirurgias como redesignação genital, mamoplastia bilateral, orquiectomia, mastectomia, metoidioplastia, histerectomia, rinoplastia e condrolaringoplastia redutora.

Raphaela Receputi, chefe da Unidade Multiprofissional do HU-UFJF/Ebserh, explica como a pessoa pode ter acesso ao serviço.

“O acesso ocorre por meio da atenção básica. A pessoa deve procurar a unidade básica de seu território, onde será acolhida e, a partir deste primeiro contato, realizado o encaminhamento, conforme o fluxo do atendimento do Ambulatório Trans do HU. Fortalecer o cuidado em rede é garantir mais dignidade, acesso à saúde e cidadania para toda a população trans”.

Todos os encaminhamentos são regulados pela Prefeitura de Juiz de Fora. O HU-UFJF coloca em prática o objetivo do Janeiro Lilás, um atendimento especializado e humanizado a pessoas trans, segundo Raphaela Receputi.

"É um mês de visibilidade, conscientização e enfrentamento à violência contra as pessoas trans. É também um momento fundamental para reafirmar que saúde se constrói com respeito, escuta qualificada e cuidado adequado. O acolhimento de pessoas trans na rede de saúde deve assegurar atendimento de qualidade, livre de discriminação, com respeito ao nome social, à identidade de gênero e às necessidades específicas de cada pessoa”.

A equipe do atendimento ambulatorial é formada por composta por psicólogo, assistente social, fisioterapeuta pélvica, enfermeira e médicos em diversas especialidades, além de residentes dos programas de residência médica e multiprofissional, bem como de estagiários e acadêmicos da UFJF. O serviço inclui acompanhamento hormonal, multiprofissional contínuo e encaminhamentos conforme as necessidades de cada usuário.

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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