Qual a origem do pão francês? Saiba como surgiu o pão mais amado do Brasil
Pão francês tem uma data especial no calendário: dia 21 de março. Aprenda a receita do chef no final da matéria

Dono vários apelidos em diferentes regiões do Brasil, o pão francês - ou pão de sal, cacetinho ou pão aguado - é um dos mais amados e consumidos do país e tem até data especial no calendário: 21 de março. Aprenda a receita do pão no fim da matéria.
A origem da iguaria é brasileira, mais especificamente, o pão francês - apesar do nome - surgiu no Rio de Janeiro no início do século XX.
O professor Renato Lins Pires, do curso de Gastronomia do UniBH com Le Cordon Bleu, explica que o pão francês é uma adaptação brasileira inspirada nos pães consumidos na França, que com o tempo, ganhou características próprias e acabou se tornando "um dos maiores símbolos da alimentação cotidiana do país”.
Ainda segundo o professor, os brasileiros que que viajavam à Europa voltavam encantados com o padrão dos pães franceses e pediam aos padeiros daqui que reproduzissem algo parecido nas padarias locais. O resultado foi uma adaptação - considerando a diferença de clima e os ingredientes - que acabou criando um produto com características próprias: menor, mais macio e perfeito para o consumo rápido do dia a dia.
A diversidade de nomes que esse pão tem só reforça a relação quase afetiva que o brasileiro tem com o alimento. Confira a lista de nomes mais comuns do "pão francês" para cada estado do Brasil:
- Cacetinho: Rio Grande do Sul;
- Carioquinha: Ceará;
- Pãozinho, ou filão: São Paulo;
- Pão aguado: Paraíba;
- Pão careca: Pará;
- Pão de trigo: Santa Catarina;
- Pão de massa grossa: Maranhão; Piauí; Roraima; Tocantins;
- Pão de sal: Bahia; Espírito Santo; Minas Gerais;
- Pão francês: Acre; Alagoas; Amapá; Amazonas; Goiás; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Paraná; Pernambuco; Rio de Janeiro; Rio Grande do Norte; Rondônia;
- Pão jacó: Sergipe.
Em Portugal, os pãezinhos equivalentes são conhecidos como papossecos (ou papo-secos) ou carcaças.
Confira a receita do professor:
Ingredientes:
- 500 g (3 ½ xícaras) de farinha de trigo
- 300 mL (1 ¼ xícaras) de água
- 20 g (1 ½ colher de sopa) de banha de porco
- 5 g (1/2 colher de sopa) de fermento biológico seco instantâneo
- 7 g (1/2 colher de sopa) de açúcar
- 10 g (2 colheres de chá) de sal.
Modo de fazer:
Numa tigela grande, misture a farinha, o fermento e o açúcar. Acrescente a água aos poucos, misturando bem com uma espátula para incorporar. Quando a farinha estiver toda hidratada, acrescente o sal e inicie o processo de sova. Quando a massa já estiver lisa, acrescente a banha, continuando a sovar até que esta esteja completamente incorporada à massa. Essa sova deve demorar cerca de 10 a 15 minutos, e ao final a massa deve estar lisa, elástica e não deve grudar na mão ou na bancada. Faça uma bola com a massa e coloque numa tigela untada, cobrindo-a com filme plástico ou um pano de prato levemente umedecido.
Deixe a massa fermentando por cerca de 1 hora, até aumentar de volume. Polvilhe a bancada com farinha (pequena quantidade) e transfira a massa para a bancada, apertando-a para tirar o excesso de gás gerado na fermentação. Divida-a em porções de cerca de 80 gramas, devendo obter cerda de 10 porções. Modele na forma de bolinhas e deixe-as descansar por 10 minutos aproximadamente, sempre coberta com filme plástico ou o pano de prato umedecido. Unte uma assadeira com óleo ou manteiga.
Modele os pães: achate a bolinha, formando um círculo com aproximadamente 10 cm de diâmetro e enrole, a partir de uma das bordas, como se fosse um rocambole. Devemos obter um pão com as extremidades mais finas do que o centro. Leve os pães à assadeira untada, deixando um espaço de aproximadamente 3 cm entre eles. Cubra-os novamente e deixe crescer por 1 hora.
Quando faltar 30 minutos para o fim do descanso, pré-aqueça o forno em temperatura alta (220ºC). usando um estilete ou uma lâmina bem afiada, faça um corte na superfície do pão, com golpes ágeis e precisos. Pode polvilhar um pouco de farinha de trigo sobre o pão para facilitar o corte. Leve-os ao forno e borrife com água.
Deixe-os assar por aproximadamente 20 minutos, até que fiquem bem dourados. Deixe que eles resfriem e consumam o pão quentinho, com seu acompanhamento preferido.
Formada pela PUC Minas, Gabriela é apaixonada por redes sociais e novidades do meio. Ela faz parte do time de Redes da Itatiaia, mas também contribui nas editorias de Gastronomia e Entretenimento.
