Dia dos queijos artesanais mineiros: conheça os tipos, diferenças e características
A iguaria é tão importante para o estado, que tem o próprio dia no calendário, dia 16 de maio

Neste sábado (16) é comemorado o dia dos queijos artesanais mineiros, data especial pois reconhece a importância desses tipos de queijos feitos de leite cru, sem processo de pasteurização.
Minas Gerais é o maior produtor de queijo do país, apenas dos artesanais, são 7 tipos diferentes, produzidos em 16 regiões distintas do estado, e cada um tem sua característica diferente. Confira!
Queijo Artesanal Alagoa
O queijo artesanal Alagoa é feito com leite cru de vaca e massa cozida. É conhecido por ser produzido em região montanhosa, na Serra da Mantiqueira, e tem características únicas como a casca naturalmente amarelada, massa firme, sabor intenso, levemente picante e com um aroma amanteigado.
Segundo o mapa dos queijos artesanais mineiros, idealizado pelo guia 'Cumbucca' em parceria com a 'Só Queijo Cura', as peças do artesanal Alagoa podem chegar ao peso de 5 quilos.
Queijo Artesanal Cabacinha
Diretamente do vale do Jequitinhonha, o processo de produção deste queijo é marcado pelo trabalho manual. As peças são feitas, também, com leite cru e tem a massa filada como uma das principais características.
A massa do Cabacinha é modelada a mão pelos produtores, ficando em um formato único, que chama a atenção de turistas e amantes de queijo. Durante a maturação, a peça fica pendurada por aproximadamente 7 e 20 dias, para que ele fique semicurado. Quanto mais tempo maturando, mais intenso o sabor do queijo.
Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí
Desenvolvido a partir da técnica do parmesão, a receita do Artesanal do Vale do Suaçuí é de 1970, e foi adotada por uma fábrica local e difundida entre os municípios próximos.
O queijo, conhecido também como parmesão mineiro, tem uma casca mais fina e um tom de amarelo mais fraco. No sabor, entrega acidez leve, notas amanteigadas, e dos artesanais mineiros, pode-se considerar o menos úmido.
Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas
Conhecido pela complexidade aromática, este queijo tem uma técnica de produção antiga. Tem a massa semidura e uma casca amarelada, já o sabor pode variar a partir do tempo de maturação. O período de maturação pode variar de poucas semanas a muitos meses.
Queijo Artesanal Serra Geral
O Artesanal da Serra é produzido em uma área de clima semiárido, ou seja, mais seco. O queijo costuma ter uma massa semi cozida e firme, apesar da casca grossa, a textura é macia e tem um aroma marcante.
Queijo Minas Artesanal
De todos os tipos de artesanal mineiro, este é o mais conhecido e também o mais antigo. Produzido em 10 microrregiões diferentes, o Minas Artesanal é prensado manualmente e maturado em prateleiras de madeira. O tempo de maturação pode variar entre 14 e 100 dias, esse processo é importante para criar a característica casca amarela e grossa e formar um sabor intenso e inconfundível.
Requeijão Moreno
Produzido na região do Vale do Mucuri, o requeijão moreno tem uma textura mais firme, sabor intenso e um processo de produção completamente artesanal.
Conhecido pela cor amarronzada, sabor amanteigado e levemente caramelizado.
Importante para o estado
Em entrevista à Itatiaia, o jornalista especializado em queijo e um dos administradores da "Só queijo cura", falou sobre a importância dos artesanais para Minas Gerais.
"É um alimento que sustenta o mineiro, tanto no plano econômico quanto no plano também de identidade, de se sentir mineiro, porque come queijo, produz queijo, fala de queijo. A produção de queijo em Minas Gerais é muito especial porque a gente não produz um só tipo de queijo. As pessoas costumam muito falar do queijo Minas, falar genericamente em queijo Minas, mas na verdade a gente tem vários tipo", explicou o especialista.
Formada pela PUC Minas, Gabriela é apaixonada por redes sociais e novidades do meio. Ela faz parte do time de Redes da Itatiaia, mas também contribui nas editorias de Gastronomia e Entretenimento.
