Rei do Pastel Savassi: a lanchonete que se tornou um dos estabelecimentos mais tradicionais de Belo Horizonte
Com 6 unidades espalhadas pela região centro-sul, o Rei do Pastel se tornou ponto de encontro oficial das madrugada boêmias da capital

28 anos atrás, em 1996, começava a história do que viria a se tornar uma das pastelarias mais famosas de Belo Horizonte: o Rei do Pastel. Naquela época, Alexandre Fidelis, o fundador, certamente, não imaginava o sucesso que estava por vir com aquela lanchonete na Av. do Contorno, n° 5680 - a primeira das 6 que chegariam no futuro.
Muito provavelmente, a popularidade foi fruto da mente visionária por trás, que transformou uma simples lanchonete em um estabelecimento 24 horas. Funcionando sem interrupções, o Rei do Pastel se tornou o ponto de encontro ideal para os frequentadores das boemias belorizontinas: aqueles que, depois das baladas ou das agitadas noitadas da capital, procuravam um lugar acolhedor para encerrar a noite, com um bom pastel, uma cerveja gelada e boa companhia.
Mas, claro, não seria qualquer salgado que conquistaria tanto o paladar dos fregueses do centro de BH. O pastel tinha o seu segredo: fresquinho, frito na hora. E com um recheio caprichado - afinal, como a gerente Ursúla mesmo expressou, “aqui, não tem pastel de vento”. Os sabores são variados: tem dos clássicos de carne e queijo até outros mais criativos como milho com requeijão, palmito, banana e mais.
Movimentado dia e noite, antes e depois da balada, o Rei do Pastel ainda guarda a tradição dos botecos mineiros: mesas e cadeiras na calçada, copo lagoinha para a cerveja gelada - ou qualquer outra bebida que o freguês preferir - e o pastel crocante e sequinho. Com a receita impecável para o sucesso, o estabelecimento cresceu: em 2006, ganhou uma unidade na Fernandes Tourinho; dez anos depois, uma na Sergipe; em 2018, outra na Av do Contorno; no ano seguinte, uma na Pernambuco; e, por fim, a sexta e última, em 2021, na Rua Alagoas.
A unidade 5 é a que concentra a produção
Na rua Pernambuco, n° 1.108, está a quinta unidade do Rei do Pastel - lá fomos recebidos para a gravação da reportagem. Apesar de ser uma das mais recentes, é a maior, que abriga os escritórios da administração, os depósitos e freezer de produtos e a cozinha principal, onde são feitas as massas não só dos pastéis, mas também de outros salgados, como coxinha e pão de queijo.
Sim, a produção é totalmente própria, o que assegura o frescor e a qualidade de cada salgado. Na cozinha, Tiago Santana, funcionário da empresa há 15 anos, que começou como balconista e é cozinheiro hoje, nos mostrou de perto como pastéis são feitos: após a preparação de uma grande quantidade de massa, ela é cuidadosamente cortada em porções individuais, recheada generosamente e, então, encaminhada para o balcão ou para as demais unidades.
Com quase três décadas de história, o Rei do Pastel consolidou-se como um símbolo da gastronomia popular de Belo Horizonte, oferecendo não apenas um pastel de qualidade, mas também um ambiente acolhedor e autêntico, que reflete a alma boêmia da capital mineira. Com suas seis unidades espalhadas pela cidade e uma produção artesanal, a lanchonete segue atraindo clientes que buscam um bom lanche e uma experiência genuinamente mineira, seja em plena madrugada ou durante o dia.
Clara Senra é jornalista gastronômica desde 2011 e já aqueceu as panelas para mostrar o que há de melhor na cozinha mineira aqui na Itatiaia. Nossos encontros são às quartas-feiras e sextas-feiras, com histórias de famílias que fazem história na cozinha e também com receitas fáceis, com a cara de Minas Gerais.



