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O Maior Raio-X do Torcedor: entenda metodologia da pesquisa CNN/Itatiaia/Quaest

Levantamento ouviu 6.373 pessoas no total, sendo 5.023 entrevistas aprofundadas com torcedores de 278 cidades

Torcida do Flamengo é a maior do Brasil, apontou pesquisa CNN/Itatiaia/Quaest

Mais do que mostrar que nove em cada dez brasileiros torcem para um time de futebol, a segunda rodada do O Maior Raio-X do Torcedor, uma iniciativa da CNN e Itatiaia, com execução da Quaest Consultoria e Pesquisa, traz ainda mais fidelidade para esse universo, pois o público alvo foi ampliado.

Além de torcedores brasileiros de times de futebol com 16 anos ou mais, a pesquisa de 2024 teve a inclusão de crianças e adolescentes entre 7 e 15 anos.

“Uma pesquisa muito completa, muito abrangente, e que traz, neste ano, uma novidade que acho que é bastante reveladora. Além de fazer a pesquisa com a população com mais de 16 anos, neste ano a pesquisa mostra as preferências de futebol da meninada, das crianças. Os dados são bastante reveladores. Alguns padrões confirmam a expectativa que as pessoas têm a noção de torcida, mas há novidades que a pesquisa traz, apontando já na direção de como fica o futuro do futebol brasileiro”, avaliou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Pesquisa CNN/Itatiaia/Quaest aponta maiores torcidas do Brasil

Realizado entre 27 de abril e 1º de maio de 2024, O Maior Raio-X do Torcedor teve como método de coleta o face-a-face (domiciliar) por meio de questionários estruturados.

No total foram 6.373 entrevistas, sendo 5.023 aprofundadas com torcedores de 278 cidades e 714 jovens de 7 a 15 anos.

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A margem de erro estimada é de 1,4 ponto percentual, com nível de confiabilidade de 95%.

Um ponto importante a destacar é que essa segunda rodada, realizada um ano após o primeiro O Maior Raio-X do Torcedor, permite comparações e percepções importantes dentro do universo do futebol brasileiro.

“A maior vantagem da pesquisa é a possibilidade de compreender a variabilidade, a diversidade do futebol no país todo. O eixo Rio-São Paulo é muito forte, com clubes que têm torcidas no país todo, mas a gente começa a entender como a disputa de torcidas passa a se dar fora desse eixo. Como os clubes mineiros, gaúchos, que são muito fortes dentro de seus estados, como eles começam a ganhar visibilidade em outros espaços, como se dá a disputa no Nordeste, no Norte”, complementou Nunes.


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Alexandre Simões é coordenador do Departamento de Esportes da Itatiaia e uma enciclopédia viva do futebol brasileiro