Petrobras ou Banco do Brasil: qual concurso priorizar em 2026?

Segundo William Rabello, engenheiro mecânico, aprovado em concurso público e especialista na preparação para concursos, a falta de estratégia é um dos principais erros cometidos por candidatos

Banco do Brasil e Petrobras

A escolha entre estudar para a Petrobras ou para o Banco do Brasil deve ser uma decisão estratégica para quem planeja prestar concursos públicos em 2026. Apesar de ambos figurarem entre os mais disputados do país, os dois certames têm cronogramas, perfis profissionais e modelos de contratação bastante diferentes, o que pode impactar diretamente o resultado da preparação.

Segundo William Rabello, engenheiro mecânico, aprovado em concurso público e especialista na preparação para concursos, a falta de estratégia é um dos principais erros cometidos por candidatos.

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Qual edital deve sair primeiro?

A expectativa de publicação do edital é um dos fatores que mais influenciam o planejamento de estudos.

No caso do Banco do Brasil, o histórico é considerado mais previsível. O último concurso, lançado em 2023, teve praticamente todo o cadastro de reserva convocado.

Tradicionalmente, o banco abre novos editais em intervalos de dois a três anos, o que sustenta a expectativa de um novo concurso ainda no primeiro semestre de 2026.

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Já a Petrobras adota uma lógica diferente. A estatal costuma trabalhar com cadastros de reserva extensos e só lança novos editais após esgotar as listas vigentes.

Mesmo com a confirmação de um concurso no planejamento da banca organizadora, a tendência é que o edital para cargos de nível médio ou técnico fique para o fim de 2026 ou até o início de 2027.

Diferenças na rotina de trabalho

Banco do Brasil e Petrobras

Outro ponto decisivo está no dia a dia profissional após a aprovação.

  • No Banco do Brasil, a atuação ocorre majoritariamente em agências ou setores administrativos, com atendimento ao público, metas comerciais e jornada fixa em horário comercial. As vagas são distribuídas em todo o país, o que aumenta a chance de lotação próxima à cidade de origem do candidato.
  • Na Petrobras, especialmente nos cargos técnicos, o ambiente costuma ser industrial ou operacional. Dependendo da função, há regimes de turno ou trabalho embarcado, com escalas diferenciadas e adicionais salariais. Em algumas áreas, a remuneração pode ultrapassar R$ 12 mil mensais, mas as vagas tendem a se concentrar em estados específicos.

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O que cai nas provas?

Apesar das diferenças, há conteúdos que aparecem em ambos os concursos. Língua Portuguesa e Matemática são disciplinas comuns, o que permite iniciar a preparação sem risco de perda de tempo, independentemente da escolha final.

O Banco do Brasil, por outro lado, cobra conhecimentos ligados à área bancária, como atendimento ao cliente, vendas, produtos financeiros e informática básica.

Já a Petrobras exige conhecimentos técnicos mais aprofundados, que variam conforme a ênfase do cargo, incluindo disciplinas como Física, Mecânica, Eletricidade, Química e Segurança do Trabalho.

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Dá para estudar para os dois?

De acordo com William Rabello, é possível aproveitar as duas oportunidades, mas apenas com planejamento. “O erro é tentar estudar tudo ao mesmo tempo, sem priorização. O ideal é construir uma base comum e ajustar o foco conforme o edital que sair primeiro”, orienta.

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Segundo ele, esperar a publicação do edital para decidir o que estudar ou tentar conciliar todos os conteúdos simultaneamente costuma resultar em reprovação nos dois concursos. A definição de estratégia, ainda em 2025, é apontada como o diferencial para quem pretende chegar competitivo em 2026.

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego & Concursos.

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