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Justiça nega habeas corpus para Milton Ribeiro, que será transferido para Brasília

Defesa classificou prisão do ministro como injusta, desmotivada e desnecessária

Milton Ribeiro foi ministro da Educação e deixou o cargo em meio a denúncias

A Justiça Federal negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, preso nesta quarta-feira (22). Em decisão, o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal, no Distrito Federal, também negou pedido dos advogados de Ribeiro para que ele permanecesse em São Paulo. Com isso, o ex-ministro de Bolsonaro será transferido para Brasília.

Milton Ribeiro foi preso pela Polícia Federal em meio à Operação Acesso Pago que investiga a atuação de um gabinete paralelo, formado por pastores evangélicos, dentro do MEC.

Denúncia contra Milton Ribeiro

Em março o jornal Estado de São Paulo revelou que, sem possuir vínculos com o setor de ensino ou cargo público, um grupo de pastores passou a comandar a agenda do ministro da Educação, formando uma espécie de "gabinete paralelo" que interferia na liberação de recursos e influenciava diretamente as ações da pasta.

O grupo era capitaneado pelos pastores Gilmar Silva dos Santos, presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade.

Eles, que hoje são alvos da PF, conquistaram acesso ao Executivo federal ainda em 2019, antes mesmo da chegada de Ribeiro ao Ministério. A dupla agia como lobistas, atuando para liberar e acelerar o empenho de recursos a determinados municípios.

Defesa condena prisão

O advogado de defesa do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, Daniel Bialski, classificou a ordem de preventiva contra o aliado do presidente Jair Bolsonaro como "injusta, desmotivada e indiscutivelmente desnecessária".

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