Ouvindo...

Dia Mundial do Gamer: jogadores podem ser vítimas de ameaças cibernéticas; veja como se proteger

O uso diário de jogos faz os praticantes da atividade ficarem muito confiantes e se exporem a perigos

Jogadores podem ser alvos de cibercriminosos

O Dia Mundial do Gamer e do Videogame é comemorado nesta segunda-feira (29), mas os jogadores têm de estar atentos aos perigos cibernéticos todos os dias. Isso porque os videogames são uma porta de entrada para muitos tipos de ataques.

A ampliação da base de jogadores online durante os bloqueios globais pela covid-19 se tornou benéfica para os cibercriminosos. Afinal, em 2020, já havia cerca de 1 bilhão de jogadores online em todo o mundo, segundo a Statista. A estimativa é que, até 2025, esse grupo deve ultrapassar 1,3 bilhão.

A Check Point, fornecedora de soluções de cibersegurança, aponta que os jogadores entregam tantas informações pessoais às empresas do setor quanto entregariam a um empregador, um banco ou uma loja online. “Os jogos online estão cada vez mais populares e, ao usá-los diariamente, é muito fácil ficar confiante demais”, diz Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança e Evangelista da Check Point Software Brasil.

Os invasores têm alguns motivos para fazer os jogadores de alvo. Confira os principais:

  • vender ativos virtuais por dinheiro real: embora o dinheiro virtual ganho em um jogo não possa ser usado no mundo real, tem valor para os jogadores e pode ser negociado;

  • roubar jogos do inventário: muitos jogos são publicados, vendidos e autenticados online em plataformas como Steam, Origin e GOG Galaxy. A Check Point informa a existência de uma grande vulnerabilidade na biblioteca de jogos da Valve: se explorada, pode ocupar centenas de milhares de computadores sem que os usuários cliquem em e-mails de phishing;

  • obter informações para roubo de identidade e fraude bancária: os cibercriminosos podem rastrear informações tão confidenciais quanto a localização do jogador ou ouvir chamadas telefônicas — no caso de jogos para celular.

Como se proteger

Fernando de Falchi, gerente de engenharia de segurança e evangelista da Check Point Software Brasil, diz que os videogames são porta de entrada para muitos tipos de ataques cibernéticos. “Tomar precauções não é mais uma opção, é uma necessidade”, reforça.

Segundo Falchi, os criminosos estão sempre alertas e não perdem a oportunidade de atacar. Por isso, os especialistas da Check Point apontam três dicas para limitar o risco aos jogadores. Veja:

  • use autenticação de dois fatores: alguns jogos têm modo competitivo para diversos jogadores, o que possibilita ao cibercriminoso o acesso a vários nomes de usuário. Por isso, é importante habilitar a autenticação de dois fatores para manter as contas seguras;

  • fique atento a phishing: muitos invasores criam uma página de login falsa ou se passam por amigo e enviam links maliciosos em plataformas de bate-papo. É fundamental estar atento e não clicar em link mesmo que pareçam legítimos;

  • atenção a promessas: jogadores podem ser convencidos a baixar aplicativos que prometem atalhos ou outras formas de obter vantagens. Procure obter apps apenas em lojas oficiais.