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Passagens aéreas encarecem e chegam a mais de R$ 600 no mês de maio

Principal fator para o aumento é o valor do querosene para aviação (QAV), mesmo com tentativas do governo para frear o preço do combustível

PorBrasília
Avião
Passagens aéreas encarecem por causa de combustível • Reprodução/Magnific

O preço do querosene de aviação (QAV) disparou em maio deste ano e chegou a R$ 6,46 por litro. Em comparação com o mesmo mês de 2025, o valor registrou alta de aproximadamente 31%. O combustível é um dos principais componentes de variação no custo das passagens aéreas domésticas para as companhias de aviação, cuja tarifa média alcançou R$ 632,53.

Segundo dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o preço médio das passagens subiu 11,2% na comparação do mesmo período no ano passado. Em fevereiro, o litro do QAV custava R$ 3,45. Em apenas três meses, o preço do combustível acumulou alta de cerca de 87%.

O monitoramento também mostra que, em todas as companhias aéreas, cerca de 96% das tarifas comercializadas custaram até R$ 2 mil.

O avanço do preço do querosene ocorre em meio às tentativas do governo federal de reduzir o custo das passagens aéreas. O QAV representa entre 30% e 40% dos custos operacionais das companhias, o que faz do combustível um dos principais fatores que influenciam o valor das tarifas.

Entre as medidas adotadas pelo governo estão o incentivo à entrada de novos distribuidores de combustível para ampliar a concorrência no mercado e mudanças regulatórias para facilitar a atuação de empresas importadoras de querosene de aviação.

A reforma tributária também é apontada como um fator que pode reduzir os custos do setor ao diminuir a cumulatividade de impostos e simplificar o sistema tributário. Apesar disso, especialistas avaliam que essas medidas têm efeito indireto sobre o preço das passagens. Os principais fatores que influenciam as tarifas continuam sendo a cotação do dólar, o preço internacional do petróleo, a oferta e a demanda por voos e o nível de concorrência nas rotas.

As informações sobre as tarifas são enviadas mensalmente pelas empresas aéreas à Anac. O levantamento considera apenas o valor do bilhete, sem incluir taxas aeroportuárias e outros encargos, e utiliza a data da venda da passagem, com atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

 

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.