Os 5 erros mais comuns cometidos por iniciantes em leilões
Confira os erros mais comuns, como evitá-los e casas leiloeiras indicadas

O mercado de leilões oferece oportunidades atrativas para quem busca adquirir bens com desconto, mas especialistas alertam que muitos iniciantes acabam cometendo erros que podem transformar um bom negócio em uma dor de cabeça. Conhecer os principais equívocos é essencial para investir com mais segurança.
Reunimos abaixo cinco erros mais comuns cometidos por iniciantes em leilões.
1. Não ler o edital com atenção
O edital é o documento mais importante de qualquer leilão. Nele estão descritas as condições de venda, formas de pagamento, responsabilidades do comprador, eventuais débitos e outras informações fundamentais. Ignorar esse documento pode levar a custos inesperados e problemas jurídicos.
“O primeiro ponto a ser observado é o edital. É a regra do jogo. Neste documento, você encontra se o imóvel tem dívidas, se é necessário pagar taxas, IPTU, e outros pontos relevantes”, detalha Flávio Franco, diretor da Franco Leilões.
2. Focar apenas no valor do lance
Muitos participantes acreditam que o valor arrematado será o único gasto da operação. No entanto, é preciso considerar a comissão do leiloeiro, taxas administrativas, custos de transferência, regularização documental e possíveis despesas adicionais. O verdadeiro custo da aquisição pode ser maior do que o lance vencedor.
3. Não verificar a situação do bem
Antes de participar, é importante pesquisar o histórico e as condições do bem. No caso de imóveis, por exemplo, deve-se verificar questões como ocupação, pendências judiciais, débitos tributários e custos de regularização. Em veículos, é recomendável analisar o estado de conservação e possíveis restrições administrativas.
4. Deixar a emoção falar mais alto
A competitividade dos leilões pode levar participantes a oferecer lances acima do planejado. Especialistas recomendam definir previamente um valor máximo e respeitá-lo rigorosamente. Ultrapassar esse limite pode comprometer a rentabilidade do investimento e reduzir as vantagens obtidas no leilão.
5. Participar sem planejamento financeiro
Outro erro frequente é entrar em um leilão sem ter os recursos necessários para concluir a compra. Como os prazos de pagamento costumam ser curtos, a falta de planejamento pode resultar em multas, perda da arrematação e até impedimentos para participar de futuros leilões.
Como evitar esses erros
Os especialistas são unânimes: informação e planejamento são os principais aliados do comprador. Estudar o edital, pesquisar o bem, calcular todos os custos envolvidos e estabelecer uma estratégia de investimento são medidas que aumentam significativamente as chances de sucesso.
Embora os leilões possam oferecer excelentes oportunidades de negócios, os melhores resultados costumam ser alcançados por quem participa de forma consciente, disciplinada e bem preparado para cada etapa do processo.
Além de todos esses aspectos, é preciso também escolher uma casa de leilões confiável para realizar os investimentos.
O que dizem os especialistas?
Especialistas em investimentos imobiliários normalmente recomendam algumas casas de leilão e costumam privilegiar plataformas com grande volume de imóveis, editais detalhados, histórico de atuação e parcerias com bancos e tribunais.
As casas e plataformas mais citadas por investidores experientes incluem:
- Alfa Leilões: especialista em imóveis;
- Zuk: uma das maiores plataformas de imóveis retomados por bancos;
- Sodré Santoro: tradicional no mercado brasileiro;
- Franco Leilões: leiloeira regional estabelecida, que possui parcerias relevantes com grandes bancos, como o Inter.
Os especialistas valorizam a transparência dos editais, o histórico do leiloeiro nas Juntas Comerciais, a disponibilidade de documentação do imóvel e clareza sobre comissões e despesas.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.




