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Tarifaço dos EUA coloca 4,1 mil produtos brasileiros sob ameaça

Estimativa da CNI foi divulgada nesta segunda-feira (6), início da reunião que pode definir as imposições nos Estados Unidos

PorBrasília
O presidente dos EUA, Donald Trump • Official White House Photo by Molly Riley.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria, divulgado nesta segunda-feira (6), aponta que 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos podem ser afetados se o tarifaço sugerido pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR) for implementado por Donald Trump. 

Segundo a CNI, juntos, os produtos correspondem a um total de US$ 14,9 bilhões em exportações. Estão na lista itens como: ferro-gusa não ligado; açúcar; álcool etílico; molduras de madeira e o hidróxido de alumínio. 

Segundo o órgão norte-americano, o Brasil tem adotado práticas consideradas desleais contra empresários dos Estados Unidos em áreas como o Pix, etanol, desmatamento e propriedade intelectual, o que tem sido negado por diversos órgãos do governo brasileiro em documentos enviados para lá

Não faz sentido, do ponto de vista econômico, técnico ou comercial, essa possibilidade de chegarmos a uma tarifa de 37,5% sobre as exportações para os Estados Unidos. Haja vista que, agora, ainda neste mês de julho, vencerão as tarifas de 10%. Ou seja, vamos ter um diferencial competitivo muito maior. E por que isso não faz sentido? Dos seis pontos da USTR para a Seção 301, nós não encontramos evidências de que exista discriminação contra os Estados Unidos

Ricardo Alban, Presidente da Confederação Nacional da Indústria.

Por enquanto, o governo brasileiro segue tratando do assunto na esfera diplomática. Não há previsão de fala de órgãos oficiais nas audiências públicas que ocorrem a partir desta segunda-feira (6) nos Estados Unidos. O prazo para que Washington decida pela imposição ou não das tarifas termina em 15 de julho.

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.