Proteção anticorrosiva: investimento para estender a vida útil industrial

Relatório da NACE International demonstra que a gestão técnica da corrosão reduz custos operacionais em até 35% e evita prejuízos que somam 3,4% do PIB global

Gastar mais na proteção inicial reduz drasticamente o custo do ciclo de vida do ativo na indústria

Para o pequeno e médio industrial, a integridade dos ativos é o que garante a continuidade da produção. No entanto, a corrosão é uma variável que frequentemente escapa ao planejamento financeiro, sendo tratada apenas como um problema estético ou de manutenção corretiva. O estudo IMPACT, realizado pela NACE International, traz uma perspectiva diferente: a corrosão no maquinário é um fator que desafia a gestão de negócios.

A NACE (National Association of Corrosion Engineers) é a principal autoridade global no desenvolvimento de normas para o controle de degradação de materiais. Fundada para dar suporte técnico a setores críticos como óleo, gás e infraestrutura, ela fornece a base científica para que indústrias de qualquer porte possam prever falhas e otimizar investimentos. Segundo a instituição, o custo anual da corrosão no mundo ultrapassa os US$ 2,5 trilhões.

O custo invisível e o ciclo de vida dos ativos

Um dos pontos centrais do relatório é a distinção entre o custo de aquisição e o custo do ciclo de vida. Muitas empresas buscam economizar no estágio inicial (CAPEX), optando por revestimentos ou materiais mais simples. O estudo prova que essa economia é ilusória. Quando a proteção anticorrosiva não é integrada ao projeto original, os gastos se deslocam para a operação (OPEX), onde as intervenções são muito mais caras e traumáticas.

A aplicação de soluções que combinam propriedades decorativas e proteção anticorrosiva de alto desempenho permite que a indústria:

  • Minimize a depreciação: Equipamentos protegidos mantêm seu valor patrimonial e funcional por períodos significativamente maiores;
  • Otimize o cronograma de manutenção: Em vez de reagir a falhas, o gestor pode planejar paradas preventivas baseadas na durabilidade estimada do revestimento;
  • Garanta a segurança do trabalho: A corrosão severa em suportes, tanques e tubulações é uma causa primária de acidentes estruturais e vazamentos de substâncias perigosas.
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Da manutenção técnica à gestão estratégica

A grande contribuição da NACE International com o estudo IMPACT foi a criação do CMS (Corrosion Management System). O documento argumenta que as tecnologias de proteção já existem, mas o que falta às indústrias é um sistema de gestão que conecte o chão de fábrica à diretoria financeira.

Ao adotar práticas de gestão recomendadas, estima-se uma economia real entre 15% e 35% nos custos totais de manutenção. Para uma média indústria, essa porcentagem pode representar a diferença entre o lucro líquido e o prejuízo operacional ao final do ano. A proteção anticorrosiva, portanto, deixa de ser um gasto de “pintura” para se tornar uma blindagem do fluxo de caixa.

Conclusão e Aplicabilidade

Para o industrial brasileiro, investir em tecnologias anti-corrosão significa alinhar sua operação aos padrões de eficiência das maiores potências globais. Implementar camadas de proteção que resistam aos ambientes agressivos da fábrica é, acima de tudo, uma decisão de inteligência econômica: garante-se que o maquinário trabalhe para o empresário, e não que o empresário trabalhe para manter o maquinário.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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