Mesmo com uma
Segundo a pasta, as exportações tiveram um aumento de 3,5% em valores em relação ao ano passado, enquanto em volume o crescimento foi de 5,7%. O percentual é maior que o dobro previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global das exportações em 2025, de 2,4%.
O resultado foi impulsionado pelas vendas para a China, que se consolidou como o principal parceiro comercial brasileiro. De janeiro a dezembro de 2025, as exportações aumentaram de US$ 94,37 bilhões para US$ 100 bilhões com o gigante asiático, um avanço de 6%.
BH tem bairros com o metro quadrado por até R$ 18 mil; veja o ranking BH é uma das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil; veja o top 10 Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas por vazamento de fluido
Na teoria, em números totais, a expansão do comércio com os chineses compensou a queda com os Estados Unidos. As vendas para os americanos tiveram uma queda de 6,6% em 2025. Foram vendidos para os americanos o equivalente a US$ 37,7 bilhões no ano passado, ante US$ 40,3 bilhões em 2024.
O resultado se dá em um contexto afetado por sobretaxas que somadas chegaram a 50%. Assim que assumiu o mandato, o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 10% básica para quase todos os parceiros comerciais dos americanos, com o objetivo de fortalecer a produção local.
Porém, em julho, o Brasil foi alvo de uma sobretaxa de 40% sobre centenas de produtos importantes da pauta do comércio bilateral, incluindo café, carne e outros produtos do agro e da indústria. Em novembro, Trump anunciou a retirada da tarifa adicional de 40% para uma série de produtos, em especial do Agro. A medida fez com que as exportações saíssem de uma queda de 35,4% em outubro, para uma queda de apenas 7,2% em dezembro.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos. O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”, disse o ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Importações batem recorde e pressionam o superávit
Apesar do recorde nas exportações, as importações do país também tiveram uma nova alta em 2025, alcançando US$ 280,4 bilhões, valor 6,7% superior ao de 2024. O resultado pressionou o superávit, que ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás de 2023 e 2024.
O país registrou
Em relação às importações, os bens de capital tiveram aumento de 23,7%, seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). As importações de combustíveis recuaram 8,6%. Cresceram as compras de produtos originários da China (11,5%), Estados Unidos (11,3%) e União Europeia (6,4%). A importação de produtos argentinos recuou 4,7%.