Bolsa volta aos 163 mil pontos com alta na Vale; dólar vai abaixo de R$ 5,40

Mesmo com crise na América do Sul, investidores demonstram apetite por ativos de risco, e Vale sustenta alta da Bolsa

Preço do minério de ferro teve a maior alta em cinco meses

O mercado brasileiro segue com bons números nesta terça-feira (6), com o Índice Bovespa (Ibovespa) fechando o dia com uma alta de 1,1% aos 163.663,88. O principal indicador do mercado brasileiro foi impulsionado pela valorização da Vale (VALE3), uma das empresas de maior peso na bolsa.

A mineradora teve uma alta de 3,7% aos R$ 75,87, chegando a ultrapassar os 4% de valorização na máxima do dia. A empresa é influenciada pelo preço do minério de ferro no mercado internacional, que atingiu sua máxima em mais de cinco meses com uma alta demanda da China pela commodity.

O bom resultado do mercado brasileira ocorre mesmo com a tensão na América do Sul, após a operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. A ação gerou pouco impacto no mercado, que demonstra apetite por ativos de risco neste início de ano.

Porém, a tensão segurou o resultado do Ibovespa. Isso porque a Petrobras, principal petrolífera do continente, pode enfrentar a competição de empresas americanas que podem explorar as reservas venezuelanas. A empresa teve uma queda de quase 2% nesta terça-feira, aos R$ 31,15 nas ações ordinárias, enquanto as preferenciais tiveram uma queda de 1,85% aos R$ 29,64.

O resultado da empresa também foi impactado pelo vazamento na exploração da Foz do Amazonas, visto como a nova fronteira do mercado do petróleo. O acidente no poço de pesquisa perto da costa do Amapá paralisou os trabalhos, que devem ficar suspensos entre 10 e 15 dias.

Dólar cai pela quarta vez

O dólar engatou a quarta queda seguida nesta terça-feira, refletindo o apetite dos investidores estrangeiros por risco. A moeda americana fechou o dia com uma desvalorização de 0,43%, aos R$ 5,37 com um recuo de 3,50% nos últimos quatro pregões.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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