Bolsa sobe, e dólar cai após operação dos EUA na Venezuela

Mesmo com tensão na América do Sul, investidores demonstraram apetite por ativos de risco nesta segunda-feira (5)

O segundo pregão de 2026, nesta segunda-feira (5), ocorreu com o noticiário voltado para a tensão entre Estados Unidos e Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação americana no sábado (3). Mesmo com os temores da geopolítica, o Índice Bovespa (Ibovespa) teve uma alta de 0,83% aos 161.869,76 pontos.

A alta na bolsa brasileira foi sustentada pelo desempenho da Vale, que teve ganho de 1,02% nas ações ordinárias, com a alta no preço do minério de ferro. Os grandes bancos também tiveram um desempenho positivo, impulsionados pela entrada de capital estrangeiro revertendo as saídas do final de ano.

O índice só não foi melhor porque a Petrobras, principal empresa do indicador, encerrou em queda com a perspectiva de aumento da competição na exploração do petróleo na América do Sul. As ações ordinárias da petrolífera brasileira caíram 1,67%, aos R$ 31,76, enquanto as ações preferenciais tiveram um recuo de 1,66%, aos R$ 3,20.

Já o dólar também teve um desempenho ruim. A moeda americana teve uma desvalorização ante ao real de 0,34% e terminou o dia cotado aos R$ 5,40. Segundo o analista de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos, o ínicio do dia foi marcado por cautela com a operação na Venezuela.

Porém, o apetite dos investidores por risco aumentou no exterior e reverteu os ganhos da moeda americana. “O real acompanhou essa tendência, passando de uma abertura mais fraca para um dos melhores desempenhos entre pares, sustentado pelo enfraquecimento do dólar e pela busca gradual por ativos de risco”, disse.

Apesar da valorização de ativos dos países emergentes, investimentos considerados “porto-seguros”, como o ouro e o tesouro americano, também tiveram uma valorização. O DXY, índice que mede a força do dólar, teve uma queda de 0,16% aos 98,264 pontos.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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