Dólar abre 2026 com forte queda no primeiro pregão do ano

Real foi na contramão das moedas globais e registrou uma valorização frente ao dólar na abertura dos mercados

Billie dollar. money background

O dólar começou 2026 na tendência de 2025: uma forte queda logo no primeiro pregão, nessa sexta-feira (2). A moeda americana teve uma desvalorização de 1,19% frente ao real e começou o ano sendo negociado a R$ 5,42, mesmo com um dia de ajustes de posição e baixa liquidez no mercado.

O movimento é típico do período do ano, uma vez que os investidores operam com poucas informações sobre a economia por conta das festas de fim de ano. Porém, o desempenho foi na contramão da maioria das moedas globais, que viram o dólar valorizar, de acordo com o índice DXY que teve uma alta de 0,16%.

Agora, a semana será repleta de dados econômicos para que os investidores possam trabalhar suas expectativas. A próxima sexta-feira (9), inclusive, terá a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, que deve oferecer pistas sobre a direção do Federal Reserve (Banco Central americano) em relação à política de juros.

Em 2025, o dólar teve a maior queda em quase uma década, com uma desvalorização de 11,2%, após iniciar o período acima dos R$ 6. O ano foi fechado com um recuo de 1,47% a R$ 5,48. O resultado só não é melhor do que o ano de 2016, quando houve uma contração de 16,54%.

Bolsa cai no início do ano

Já no mercado de ações, o Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador do mercado de ações, teve uma queda de 0,36% aos 160.543,69 pontos. O resultado foi pressionado pela perda das ações da Petrobras, empresa de maior peso do cálculo, com um recuo de 0,83% nas ações ordinárias, e 0,36% nas preferenciais.

O desempenho da petrolífera refletiu a desvalorização do petróleo, influenciado pelas tensões entre Estados Unidos e Venezuela. Além disso, o setor frigorífico também teve um impacto negativo, em razão das restrições da China à importação de carne bovina brasileira.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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