Belo Horizonte
Itatiaia

Mercado reduz a projeção para inflação pela primeira vez desde fevereiro

Boletim Focus desta segunda-feira (6) mostra uma melhora nas expectativas do mercado para o índice de preços em 2026

Por
Banco Central alegou comprometimento da situação econômico-financeira da instituição líder do Conglomerado
Sede do Banco Central, em Brasília • Antonio Cruz/Agência Brasil

Economistas do mercado financeiro reduziram a projeção para a inflação brasileira em 2026 pela primeira vez desde fevereiro, segundo dados do Boletim Focus do Banco Central desta segunda-feira (6). Os especialistas levaram as estimativas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,33% para 5,30%.

A alta nas projeções do IPCA havia sido interrompida na última segunda-feira (29), com o mercado repercutindo a melhora na prévia da inflação medida pelo IPCA-15. Em junho, o indicador do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 0,41%, ficando 0,21 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de maio.

O resultado ainda veio abaixo da expectativa do mercado financeiro, que previa uma alta de 0,44% no mês. Segundo o IBGE, os grupos Alimentação e Bebidas (0,74% e 0,16 p.p.) e Habitação (0,72% e 0,11 p.p.) contribuíram positivamente no resultado geral, respondendo por cerca de 66% do resultado.

As projeções melhoram de acordo com o cenário do mercado de combustíveis, que tende a ter uma redução nos preços com a queda no barril de petróleo. A commodity, que chegou a bater US$ 120 durante a guerra entre Irã e Estados Unidos, voltou para o patamar de US$ 70 com o cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota de 20% da produção global do óleo cru.

Com a queda no IPCA, o mercado manteve a taxa básica de juros (Selic) estável a 14,00% pela segunda semana seguida. Atualmente, os juros de referência do mercado está fixado em 14,25%, com um corte de 0,25 ponto percentual (p.p) realizado na reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ainda de acordo com o Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve fechar o ano com uma variação positiva de 1,99%, estável em relação ao levantamento da última semana. O câmbio também se manteve a R$ 5,20 pela terceira semana consecutiva.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.