Dólar cai para R$ 5,18, o menor valor desde maio de 2024

Moeda dos Estados Unidos enfrenta uma desvalorização global após anúncio de que bancos chineses devem reduzir o investimento em títulos do tesouro

Em termos globais, moeda caiu quase 1% de acordo com o DXY

O dólar fechou a segunda-feira (9) em forte queda ante o real, com uma desvalorização de 0,62%, cotado a R$ 5,18 - o menor patamar para o câmbio desde maio de 2024. No mesmo sentido, o Ibovespa opera em alta de 1,72%, aos 186,090.10 pontos.

Os ativos brasileiros apresentam um bom desempenho com a notícia de que a China orientou os bancos locais a diminuírem a exposição aos títulos do tesouro dos Estados Unidos. O pedido do governo de Xi Jinping reforça um movimento que ocorre desde que os norte-americanos congelaram ativos russos em resposta a guerra da Ucrânia.

Atualmente, a China mantém US$ 850 bilhões em treasuries norte-americanos, sendo que os bancos detêm cerca de US$ 300 bilhões desse montante. Como resultado, a saída de investidores dos EUA para mercados emergentes, como o Brasil, provoca uma desvalorização global do dólar.

O DXY, índice que mede a força da moeda norte-americana frente às principais divisas do mundo caiu quase 1%, aos 96.843 pontos. Essa queda no dólar também deve reforçar a valorização de outros ativos de segurança, como o ouro, ou títulos em países que oferecem taxas de juros elevadas.

No Brasil, o investidor ainda repercute uma melhora nas projeções da inflação por parte do mercado financeiro, segundo o Boletim Focus, o que colabora para uma aposta no corte da Selic em março. Outro assunto relevante do dia foi a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos, em São Paulo.

Na ocasião, o economista destacou que a melhora da inflação no país não é a “volta da vitória”, e destacou que a autoridade monetária busca uma calibragem em suas decisões sobre a política de juros. ““Tivemos um processo inflacionário que se acelerou [...] E agora a gente chega em um momento em que a palavra-chave é calibragem”, disse.

Leia também

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

Ouvindo...