O Bitcoin (BTC),
Com a queda, foram liquidados mais de US$ 868,23 milhões em ativos nas últimas quatro horas, segundo a plataforma CoinGlass. Especialistas no mercado acreditam que a moeda está sendo vítima de uma “venda em campanha”, com grandes investidores se desfazendo das suas posições nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
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A queda ocorre em um cenário de aversão a risco dos investidores, uma vez que criptomoedas apresentam grande volatilidade, com as incertezas globais. Com a moeda abaixo do marco dos US$ 70 mil, operadores acreditam que o mercado entrou em uma zona de risco que deve aprofundar as vendas nos próximos dias.
O Bitcoin é pressionado pelo aumento nas tensões entre Estados Unidos e Irã, além da indicação de Kevin Warsh feita por Donald Trump ao comando do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. As incertezas levam os ativos de risco a enfrentarem uma pressão generalizada.
Segundo o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, o bitcoin é amplamente impactado quando o apetite a risco desaparece no mercado. “É um ativo que amplifica movimentos de queda em períodos de aversão, por isso exige cautela de quem investe”, explicou.
Mesmo com a popularização dos ETFs (fundos de índice), que permitem um investimento simplificado no ativo, isso não elimina o risco. “Não há calmaria automática só porque agora há mais infraestrutura ou ETFs; o risco permanece, principalmente para perfis mais conservadores”, destacou.
Nos últimos dias, no entanto, o bitcoin foi muito afetado por um clima pessimista em vários mercados, principalmente nas ações do setor de tecnologia e, inclusive, nas áreas de metais preciosos.
Além disso, a criptomoeda enfrenta persistentes incertezas regulatórias devido à análise da chamada Lei CLARITY, projeto sobre criptomoedas nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, atualmente travada no Senado. “Os avanços esperados a respeito da lei não vieram”, indica James Butterfill, analista da CoinShares.