Fazenda revisa projeção do PIB de 2025 para 2,3%

Já para 2026, houve uma revisão do PIB para baixo, de 2,4% para 2,3%

Secretaria de Políticas Econômicas publicou nesta quinta-feira (18) análise do cenário econômico e projeções para 2024

O Ministério da Fazenda elevou sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e espera continuidade na queda da inflação, mas ainda acima do centro da meta, de 3%. As expectativas constam no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta sexta-feira (6).

Segundo a pasta, a economia brasileira deve crescer 2,3% em 2025, alta de 0,01 ponto percentual em relação à última estimativa. O resultado consolidado do PIB do ano passado será divulgado em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por setor produtivo, a expectativa do governo é de expansão de 11,3% para a agropecuária e de 1,7% tanto para a indústria como para os serviços.

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Ainda que a projeção para o PIB tenha sido revisada para cima, a SPE destaca que o cenário de juros elevados no país – a Selic está atualmente em 15% ao ano – influenciam na desaceleração da economia.

“Como consequência dos juros altos, as concessões de crédito bancário desaceleraram ao longo do ano, afetando o desempenho da indústria, dos serviços e da absorção privada. Em contrapartida, o mercado de trabalho seguiu resiliente, atenuando parcialmente os efeitos negativos da política monetária sobre a atividade”, diz o boletim.

Já para 2026, houve uma revisão do PIB para baixo, de 2,4% para 2,3%.

Inflação

De acordo com a SPE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar 2026 em 3,6%, ainda acima do centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, mas dentro do teto, de 4,5%.

“Os preços ainda devem se beneficiar com o excesso de oferta global de bens e combustíveis e com os efeitos defasados do enfraquecimento recente do dólar e da política monetária, ainda que sejam esperadas pressões moderadas para os preços de alimentos”, diz a pasta.

Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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