O Bitcoin (BTC), principal moeda do mercado digital, opera nesta sexta-feira (6) em alta, se recuperando parcialmente das perdas dessa quinta (5), quando chegou próximo de estar abaixo dos US$ 60 mil (R$ 320 mil). A criptomoeda bateu o
A recuperação no pregão desta sexta
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Somente na última semana, a moeda digital acumula uma queda de 7,63%, perdendo R$ 30,6 mil em valor. No último mês, o recuo foi de 26,28%, resultando em uma perda de valor na ordem de R$ 132,4 mil.
O Bitcoin é pressionado pelo aumento nas tensões entre Estados Unidos e Irã, além da indicação de Kevin Warsh feita por Donald Trump ao comando do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. As incertezas levam os ativos de risco a enfrentarem uma pressão generalizada.
Segundo o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, o bitcoin é amplamente impactado quando o apetite a risco desaparece no mercado. “É um ativo que amplifica movimentos de queda em períodos de aversão, por isso exige cautela de quem investe”, explicou.
Mesmo com a popularização dos ETFs (fundos de índice), que permitem um investimento simplificado no ativo, isso não elimina o risco. “Não há calmaria automática só porque agora há mais infraestrutura ou ETFs; o risco permanece, principalmente para perfis mais conservadores”, destacou.
Nos últimos dias, no entanto, o bitcoin foi muito afetado por um clima pessimista em vários mercados, principalmente nas ações do setor de tecnologia e, inclusive, nas áreas de metais preciosos.
Além disso, a criptomoeda enfrenta persistentes incertezas regulatórias devido à análise da chamada Lei CLARITY, projeto sobre criptomoedas nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, atualmente travada no Senado. “Os avanços esperados a respeito da lei não vieram”, indica James Butterfill, analista da CoinShares.