Bitcoin se recupera e volta a rondar os R$ 371 mil

Principal criptomoeda do mercado, BTC opera em alta de quase 10% após uma queda para o menor valor desde 2024

Bitcoin chegou a cair para o menor patamar desde outubro de 2024

O Bitcoin (BTC), principal moeda do mercado digital, opera nesta sexta-feira (6) em alta, se recuperando parcialmente das perdas dessa quinta (5), quando chegou próximo de estar abaixo dos US$ 60 mil (R$ 320 mil). A criptomoeda bateu o menor valor desde outubro de 2024, além de despencar mais de 20% desde o início deste ano.

A recuperação no pregão desta sexta reforça a volatilidade das criptomoedas, ativos de alto risco que performam mal em tempos de incerteza. O BTC sobe 10,71% no dia, por volta de 13h40, cotado a US$ 69,5 mil (R$ 371,5 mil). Segundo a plataforma CoinGlass, nas últimas 4 horas o bitcoin acumula uma entrada líquida positiva de US$ 852 milhões, ou R$ 4,5 bilhões.

Somente na última semana, a moeda digital acumula uma queda de 7,63%, perdendo R$ 30,6 mil em valor. No último mês, o recuo foi de 26,28%, resultando em uma perda de valor na ordem de R$ 132,4 mil.

O Bitcoin é pressionado pelo aumento nas tensões entre Estados Unidos e Irã, além da indicação de Kevin Warsh feita por Donald Trump ao comando do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA. As incertezas levam os ativos de risco a enfrentarem uma pressão generalizada.

Segundo o economista e sócio da iHUB Investimentos, Lucas Sharau, o bitcoin é amplamente impactado quando o apetite a risco desaparece no mercado. “É um ativo que amplifica movimentos de queda em períodos de aversão, por isso exige cautela de quem investe”, explicou.

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Mesmo com a popularização dos ETFs (fundos de índice), que permitem um investimento simplificado no ativo, isso não elimina o risco. “Não há calmaria automática só porque agora há mais infraestrutura ou ETFs; o risco permanece, principalmente para perfis mais conservadores”, destacou.

Nos últimos dias, no entanto, o bitcoin foi muito afetado por um clima pessimista em vários mercados, principalmente nas ações do setor de tecnologia e, inclusive, nas áreas de metais preciosos.

Além disso, a criptomoeda enfrenta persistentes incertezas regulatórias devido à análise da chamada Lei CLARITY, projeto sobre criptomoedas nos Estados Unidos, a chamada Lei CLARITY, atualmente travada no Senado. “Os avanços esperados a respeito da lei não vieram”, indica James Butterfill, analista da CoinShares.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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