O presidente do Banco Central,
Com a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o presidente do BC destacou que a sinalização de corte em março não pode ser interpretada como uma “volta da vitória” contra a inflação. Segundo Galípolo, o foco do colegiado é observar os dados e ajustar a restrição da política monetária.
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O termo “calibragem”, inclusive, consta na ata da reunião de janeiro do Copom. O documento destaca que o Copom, após profundas discussões sobre o nível corrente da Selic como mecanismo de convergência da inflação a meta de 3%, agora discute a calibração da política monetária no contexto de um “ambiente de melhora no cenário corrente e expectativas menos distantes da meta”.
Galípolo destacou que o BC não persegue uma taxa de juros reais, mas ajusta a Selic de acordo com dados da economia. O presidente do BC também ressaltou que as expectativas de inflação seguem acima da meta. De acordo com o Boletim Focus desta segunda, o mercado espera um índice de preços em 3,97% em 2026.
“O ponto pra gente é menos sobre isso e mais reforçar a parcimônia, a cautela que a gente vai ter para ir colhendo os dados e podendo dosar o nível de restrição da política monetária pra gente ter segurança que a gente pode produzir uma convergência da inflação para a meta”, disse o economista.