O ministro da Fazenda,
“O Banco Master não cresceu neste ano que o Galípolo descascou o abacaxi, com a responsabilidade de ter ao final do processo algo robusto para justificar as decisões duras que teve que tomar. Isso foi uma herança. Não era da diretoria dele. Ele estava em outra diretoria, a de Política Monetária”, disse Haddad em entrevista ao UOL News, nesta segunda-feira (19).
As falas de Haddad ocorrem em um momento de pressão contra o BC por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga o processo que levou até a decretação da liquidação extrajudicial do Master. Na avaliação do ministro, o processo está baseado em um processo robusto, solucionado com “bastante competência” por Galípolo.
“Quem tem que apurar a responsabilidade não é o ministro da Fazenda. Que ele [Galípolo] herdou esses problemas, ele herdou. O Galípolo herdou esses problemas. Isso é indiscutível. Apurar a responsabilidade tem órgão competente para isso e não é o Ministério da Fazenda”, disse Haddad.
O ministro também defendeu uma ampliação dos poderes de fiscalização do Banco Central, após a segunda fase da operação Compliance Zero revelar o uso de fundos de investimento no esquema do Master. Atualmente, fundos são regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Haddad revelou que levou a proposta para ser discutida no Palácio do Planalto, ampliando o “perímetro regulatório” do BC. “Tem muita coisa que deveria está no âmbito do Banco Central e que está no âmbito da na CVM. Na minha opinião, equivocadamente. O BC tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos porque existe intersecção entre fundos e finanças”, disse Haddad.