Feijão carioca atinge maior preço da história em fevereiro e puxa alta da cesta básica

Impulsionado pela baixa oferta, grão tipo carioca atinge os maiores patamares da série histórica

Cenário de preços recordes é verificado tanto para os grãos de qualidade superior quanto para os intermediários

O prato principal do brasileiro está ficando mais caro neste início de fevereiro. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de valorização do feijão, que já vinha ganhando corpo em janeiro, acelerou nos primeiros dias do mês. O destaque fica para o feijão carioca, que atingiu os maiores preços médios de sua série histórica (iniciada em setembro de 2024).

O cenário de preços recordes é verificado tanto para os grãos de qualidade superior (nota 9 ou acima) quanto para os intermediários (nota 8 ou 8,5).

Por que o preço subiu?

O fenômeno é explicado pela lei da oferta e procura. Atualmente, o mercado enfrenta uma baixa oferta de produto novo no campo, enquanto a demanda por parte de empacotadores e varejo segue aquecida. Esse desequilíbrio tem forçado os preços para cima em todas as regiões produtoras monitoradas.

Feijão preto segue a tendência

Embora com menos intensidade que o carioca, o feijão preto também apresenta valorização. As cotações médias operam agora nos níveis mais elevados desde março de 2025.

Diferente do carioca, o feijão preto não disparou de forma tão agressiva por dois motivos principais: a indústria ainda conta com estoques relativamente confortáveis e há uma menor presença de compradores ativos no mercado neste momento, o que freia as variações mais bruscas.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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