Em meio às incertezas geradas pelas
A negociação, que tem sido conduzida diretamente pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, busca aliviar o impacto das restrições sobre o principal mercado da proteína brasileira. Em 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas para a China, volume muito superior à cota de 1,106 milhão estabelecida para 2026.
As duas frentes de negociação
O governo brasileiro apresentou duas solicitações estratégicas que, segundo Fávaro, receberam respostas positivas:
- Exclusão do estoque em trânsito: A primeira demanda é que toda a carne embarcada até 31 de dezembro de 2025 seja contabilizada no ano passado, mesmo que tenha chegado aos portos chineses em janeiro de 2026. “Isso já está avançado”, garantiu o ministro.
- Redistribuição de cotas: O Brasil quer absorver o excedente de cotas não utilizadas por outros países, como Estados Unidos e Uruguai. Como os EUA têm importado carne e o Uruguai historicamente não atinge o teto estipulado, o Brasil se posiciona para suprir essa lacuna pagando a tarifa de 12%, em vez da punitiva sobretaxa de 55% aplicada fora da cota.
"É de interesse chinês que os exportadores brasileiros possam atender a essa demanda excedente”, pontuou Fávaro, destacando que a China depende do fornecimento estável do Brasil para garantir sua segurança alimentar.
O peso da sobretaxa
O sistema de salvaguardas impõe um desafio logístico e financeiro sem precedentes. O que é exportado dentro da cota paga 12% de tarifa; o que ultrapassa o limite sofre uma
A expectativa é que esses termos sejam selados e formalizados durante o próximo encontro da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível), previsto para ocorrer no Brasil ainda em 2026.