O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em Belo Horizonte, calculado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead/UFMG), subiu 1,13% em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (4). O resultado representa uma aceleração na comparação a dezembro de 2025, quando a alta acumulada foi de 0,42%.
A inflação na capital mineira foi impulsionada pelo custo da mensalidade do ensino fundamental, que com o reajuste nas escolas no início do ano subiu 7,25%, no serviço de empregado doméstico (6,79%) e na tarifa de ônibus urbano (6,23%), impactada pelo reajuste no preço da passagem.
Outro item de destaque que contribuiu para alta da inflação na cidade foi o preço do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que foi reajustado em 4,41% pela prefeitura de BH. O tributo impactou o IPCA-BH em 0,23 pontos porcentuais (p.p), atrás apenas do empregado doméstico (0,44 p.p). O preço da gasolina fecha as cinco maiores contribuições para o avanço dos preços, com alta de 2,96% (0,11 p.p),
A alta da inflação na cidade só não foi maior porque foi segurada pela queda nos preços da alimentação (-0,67%). O grupo de maior peso no IPCA contribuiu para uma variação negativa de 0,12 p.p no mês, puxada pela queda da alimentação na residência em 1,18% (-0,11 p.p).
A maioria dos itens de Alimentação caiu em janeiro. Destaque para Alimentos em elaboração primária (-2,31%) e Alimentos industrializados (-0,95%). O Ipead também destaca as variações em serviços de táxi (-13,72%), leite (-6,90%) e lanche (-6,72%).
No lado do Índice de Preços ao Consumidor Restrito (IPCR-BH), que considera o consumo das famílias com renda de até cinco salários mínimos, o avanço foi de 0,48% em janeiro. O indicador foi impulsionado pelo grupo de produtos não alimentares, que subiu 1,01%, com destaque para a tarifa de transporte (0,48 p.p) e IPTU (0,13 p.p).