O preço médio da gasolina comum em Belo Horizonte e Região Metropolitana apresentou aumento de 4,91% em relação a dezembro, saindo de R$ 6,03 para R$ 6,33, tendo uma variação de 17,81% entre os postos (entre R$ 5,84 e R$ 6,88). Isso foi o que apontou uma pesquisa do site MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta.com.
Foram analisados os preços dos combustíveis em 190 postos de BH e região entre os dias cinco e sete deste mês.
O etanol também apresentou valores entre R$ 4,19 e R$ 4,99, uma variação de 19,09% entre os postos. Em relação a dezembro, o valor aumentou 5,12%, saindo de R$ 4,48 para R$ 4,71. Conforme a pesquisa, o etanol representa 74,5% do preço da gasolina, indicando que não é vantajoso o cálculo de custo benefício. O patamar ideal é de 70%.
Mensalidades de berçários em BH variam até 426% em 2026, segundo pesquisa Preço do café da manhã sobe em BH: pão, café e pão de queijo ficam mais caros nas padarias Mensalidade do ensino fundamental pode chegar a R$ 4 mil em BH
Já o diesel S10 foi o que aumentou menos em relação a dezembro: a taxa foi de 0,8%. Atualmente, o preço está em R$ 6,06. Entre os postos de combustível, os valores tiveram uma variação de 19,25%, ficando entre R$ 5,61 e R$ 6,69.
A pesquisa completa pode ser acessada tanto no site mercadomineiro.com.br e no aplicativo comOferta.com.
Minaspetro culpa ICMS
O Minaspetro, Sindicato de Postos de Combustíveis de Minas Gerais, lamentou o aumento dos preços e culpou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o sindicato, o aumento do imposto para a gasolina e o diesel “frustra a classe produtiva e os consumidores, que demandam uma carga tributária mais justa, especialmente em bens essenciais”. Leia a nota na íntegra:
“Aumento do ICMS 2026
O Minaspetro lamenta que os combustíveis sejam, mais uma vez, fonte da sanha arrecadatória do Estado. O anúncio do Confaz de aumentar o ICMS da gasolina em R$ 0,10 e o diesel em R$ 0,05 a partir de janeiro – reajuste acima do IPCA – frustra a classe produtiva e os consumidores, que demandam uma carga tributária mais justa, especialmente em bens essenciais. Só na gasolina, consumidores e os empresários pagam, entre impostos federais e estaduais, R$ 2,25 por litro. Recentemente, o Minaspetro lançou cinco medidas que de fato podem abaixar o preço dos combustíveis, como a correção volumétrica por temperatura e o autoabastecimento. Dentre as medidas estão também críticas à alta carga tributária (atualmente em 36% do custo final da gasolina) e a evasão fiscal.”