A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) afirmou que o setor deve ter um crescimento em 2026 superior ao registrado em 2025, com a expectativa sendo sustentada pelo
Além da queda na Selic, que pode sair de 15% ao ano para 12,25%, de acordo com estimativa do mercado financeiro, a CBIC também aponta para uma combinação de fatores para justificar o otimismo: orçamento recorde para habitação financiada pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS); novo modelo de financiamento com a poupança; fortalecimento do Minha Casa, Minha Vida; e os investimentos em infraestrutura.
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Apesar do otimismo, o presidente executivo da CBIC, Fernando Guedes Filho, destaca que o setor ainda espera desafios como o alto custo da mão de obra não qualificada e qualificada, e as incertezas da elevada carga tributária.
“A carga tributária passou a ser a principal preocupação do empresário da construção, sobretudo diante das incertezas sobre os impactos da Reforma Tributária e das mudanças que ainda serão implementadas no setor, envolvendo obrigações acessórias, modelos de tributação e possíveis alterações nos incentivos fiscais. Além disso, os juros elevados continuam afetando as operações do setor e a escassez de mão de obra qualificada também segue como um desafio para as empresas”, destacou.
Entre os investimentos que reforçam o otimismo, a entidade destaca o programa Reforma Casa Brasil, que prevê aportes na ordem de R$ 40 bilhões. Soma-se a isso as mudanças no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que ampliou as faixas dos imóveis passíveis de financiamento e que deve aumentar a disponibilidade de crédito.