As vendas do comércio mineiro tiveram uma alta expressiva em novembro de 2025, impulsionado pela maratona de promoções da Black Friday, e o
O resultado é melhor do que a média nacional, que cresceu 1,0% no varejo restrito, e 0,7% no varejo ampliado em novembro. Na análise da evolução mensal das vendas no varejo restrito em Minas Gerais, o resultado de novembro foi o segundo mais elevado do ano, abaixo apenas do observado em março. Já no Brasil, o índice apurado em novembro foi o maior valor registrado em 2025.
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No comparativo com novembro de 2024, o comércio em Minas Gerais teve um avanço de 1,1% no varejo restrito, e de 1,0% no ampliado. O resultado é explicado pela expansão nas vendas de artigos farmacêuticos (18,2%), de outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,9%) e combustíveis e lubrificantes (2,8%).
O resultado só não foi melhor porque foi segurado pelas quedas de 13,5% na venda de móveis e eletrodomésticos, 3% em vestuário, e 1,4% em produtos alimentícios e fumo. Segundo análise da gerência de economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, o
“Ao longo de 2025, contudo, o consumo das famílias tem apresentado sinais de enfraquecimento, refletindo a dinâmica recente do mercado de trabalho que, embora ainda favorável, já indica perda gradual de fôlego, em um contexto de taxa de juros mantida em patamar elevado. Para o encerramento de 2025, projeta-se que o comércio varejista mantenha ritmo de crescimento moderado”, disse o relatório.
No acumulado do ano até novembro, as vendas do varejo restrito em Minas Gerais cresceram 1,6%. O desempenho também foi impulsionado por uma alta de 7,4% em artigos farmacêuticos, 5,4% em artigos de uso pessoal e doméstico, e 3,1% em produtos alimentícios e fumo.
De acordo com o economista do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Adriano Miglio Porto, os indicadores mostram sinais de aceleração típicos do setor no fim de ano. “As vendas de novembro são pautadas pela promoção da Black Friday, tem ainda a movimentação por conta do 13º salário, que injeta mais renda na economia e ainda o fato do câmbio está mais favorável – o que ajuda na venda de alguns artigos que têm maior custo de componente importado”, comenta o especialista.
Varejo deve continuar com desempenho robusto
Em relação ao resultado nacional, as vendas no varejo avançaram 1% frente a outubro, muito acima do esperado pelo mercado financeiro, que estimava um crescimento de 0,3%. O resultado foi acompanhado de alta em 7 das 8 atividades pesquisadas, sendo que a única queda foi em vestuário (-0.8%).
Segundo o economista sênior do banco Inter, André Valério, o desempenho positivo ocorre em setores mais sensíveis à maratona de compras, como móveis e eletrodomésticos, materiais de escritório e artigos de uso pessoal e doméstico, que avançaram 2,3%, 4,1% e 2% respectivamente.
“Também vemos o mercado de trabalho robusto provendo sustentação para esse resultado, com os setores mais sensíveis à renda avançando 1,1%, acelerando em relação à taxa de outubro, que foi uma alta de 0,34%. Com a massa salarial em nível recorde e crescendo, o varejo restrito deverá continuar tendo um desempenho robusto nos próximos meses”, explicou.