Cassação de Dallagnol pode acelerar criação da CPI do Abuso de Autoridade

Parlamentares do Podemos estão fazendo uma força-tarefa para coleta de assinaturas

Deputado federal cassado Deltan Dallagnol

A cassação de deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos-PR) provocou uma uma força-tarefa de aliados do político para coleta de assinaturas para instalação da CPI do Abuso de Autoridade. O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito é investigar supostos abusos de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, o deputado Maurício Marcon (Podemos-RS) encaminhou uma mensagem aos pares pedindo apoio na assinatura da CPI.

“Colegas!Todos estamos consternados com o absurdo que foi feito ontem contra o nosso colega, Dep. Deltan Dallagnol. Ontem foi o dia de nos solidarizarmos e nos colocarmos à disposição para ajudá-lo, e agora chegou o momento de ajudarmos ele... Estamos vendo seguidos abusos e um desrespeito sem tamanho ao nosso Parlamento, e o Dallagnol foi somente mais uma vítima disso. Então, podemos ajudá-lo dando nosso apoio à CPI do Abuso de Autoridade do TSE e do STF, que vai investigar justamente esses abusos de poder e violações de direitos! Eu e a nossa Presidente Renata já assinamos! Peço por favor que assinem! Ontem foi o Deltan, e nunca sabe quem será o próximo!”, escreveu o deputado no texto encaminhado aos colegas.

Mais cedo, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) disse que faltam apenas 34 assinaturas. Para criação, é necessario o aval de 1/3 dos deputados ou seja 171 parlamentares.

Com a cassação, o mandato de Dallagnol deve ser assumido pelo primeiro suplente Carlos Hauly (Podemos-PR)

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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