PEC das emendas impositivas fica fora pauta da ALMG

A aposta e o esforço do governo é para que a matéria não seja votada neste ano

Assembleia Legislativa de Minas Gerais

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta de 1% para 2% o percentual de emendas impositivas, está fora da pauta desta terça-feira (27) e fontes do Executivo acreditam que a matéria não entra em votação este ano. Até nessa segunda-feira (26/12), o governo conseguiu esvaziar o plenário para que não houvesse quórum para votação. Nesta terça, o assunto não está na pauta. Segundo parlamentares, o governo estaria negociando emendas, inclusive com deputados novatos, e até cargos. Representantes do executivo negam.

Parlamentares defensores do aumento do percentual das impositivas afirmam que o que eles querem é isonomia. No entanto, ao dobrar o valor destinado aos parlamentares e ser obrigado a atender todos de forma igual, o governador perde a capacidade de manejar os recursos de forma a valorizar mais aqueles que votam a favor dos projetos dele. A aprovação da PEC poderia tirar a margem de negociação do governo com a casa.

Na semana passada, quando a proposta foi apresentada, o governo ameaçou vetar a revisão salarial do Ministério Público, do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública caso a PEC fosse aprovada. Segundo fontes da coluna, o acordo era que a Assembleia votasse o Lei Orçamentária Anual (LOA), Fundo de Erradicação da Miséria (FEM) e aprovasse na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a privatização da Companhia de Desenvolvimento do Estado (Codemig). Três pontos prioritários para o governo. Também entrariam na pauta as revisões salariais de interesse dos poderes. A Executivo considerou que a PEC foi uma manobra e começou a trabalhar contra a Proposta de Emenda à Constituição.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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