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A gravação, publicada na mesma rede social e já com centenas de milhares de visualizações, mostra o equipamento montado junto à janela da aeronave. No vídeo, a antena aparece conectada por cabo a um power bank de alta capacidade, responsável por alimentar o sistema durante o trajeto.
Em conversa com o site especializado Tecmundo, Diego disse que não foi advertido e defendeu que não havia proibição clara até então. Segundo ele, como notebooks podem ser usados após a decolagem, o procedimento não violaria normas atuais. O criador também comentou que a repercussão pode incentivar novas regulamentações, especialmente após casos recentes envolvendo baterias portáteis danificadas em voos.
O conteúdo dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto parte do público elogiou a criatividade, outros questionaram possíveis riscos à segurança, à legalidade do transporte dos equipamentos e ao uso da antena durante o voo.
A companhia aérea Azul informou ao site de tecnologia que segue rigorosamente todas as normas de segurança e que está investigando o ocorrido. Já a Agência Nacional de Aviação Civil explicou que a antena da Starlink não aparece atualmente na lista oficial de itens proibidos. Mesmo assim, agentes de inspeção podem barrar qualquer objeto considerado risco à segurança, saúde ou propriedade durante o transporte aéreo.
A agência também destacou que o uso de eletrônicos portáteis só é permitido quando não há interferência nos sistemas da aeronave e quando a companhia aérea autoriza. Em situações específicas, a tripulação pode tomar medidas como desembarque do passageiro ou acionamento da Polícia Federal, dependendo da avaliação do caso.
Outro ponto levantado envolve o power bank exibido no vídeo. Existem regras específicas para esse tipo de bateria. Equipamentos de até 100 Wh podem ser levados na cabine, o que geralmente corresponde a cerca de 27.000 mAh. Dispositivos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea. Já baterias acima de 160 Wh são proibidas em voos comerciais.