Rumble volta a ser acessado no Brasil mesmo com bloqueio judicial, afirma Anatel

Agência inicia ações técnicas para restabelecer restrição e diz que plataforma usou novos IPs para contornar decisão do STF

A rede social Rumble voltou a ficar acessível no Brasil, apesar de existir uma ordem judicial que determina o bloqueio da plataforma no país. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o retorno ocorreu de forma irregular.

De acordo com a agência, assim que identificou que o acesso havia sido restabelecido, foram iniciados procedimentos técnicos para retomar o bloqueio. O serviço segue sendo monitorado para que a restrição volte a ser aplicada por todas as operadoras nos próximos dias.

O Rumble está bloqueado no Brasil desde fevereiro de 2025 por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o magistrado apontou descumprimentos repetidos e conscientes de ordens judiciais, além de tentativa da empresa de não se submeter às leis e ao Judiciário brasileiro.

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A Anatel informou que o acesso voltou após a plataforma utilizar a infraestrutura de outra empresa para alterar seus endereços de IP. Os novos números já foram identificados e as medidas de bloqueio começaram a ser implementadas nas principais redes do país.

Em nota, a agência destacou que não tem competência para regular empresas de infraestrutura de internet e distribuição de conteúdo, que podem ser usadas para contornar bloqueios como o aplicado ao Rumble. O órgão afirmou ainda que são necessárias ações mais complexas para garantir o cumprimento de decisões judiciais.

Segundo a Anatel, é importante atualizar a legislação para ampliar a capacidade de exigir o cumprimento de ordens de bloqueio também por parte de empresas que fazem parte do ecossistema digital, e não apenas das operadoras de telecomunicações tradicionais.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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