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Nokia “tijolão”: o celular que virou febre global por sua resistência e pelo jogo da cobrinha

Simples, resistente e com um jogo viciante, o Nokia “tijolão” marcou uma geração com sua durabilidade e o sucesso do jogo da cobrinha

O fenômeno dos aparelhos Nokia conhecidos como ‘tijolão’

Quem viveu os anos 1990 e 2000 provavelmente já teve ou conheceu alguém com um celular Nokia, como o 3310 ou o 1100. Famosos por serem praticamente “indestrutíveis”, esses aparelhos ganharam o apelido de “tijolão” e deixaram uma marca na história da tecnologia móvel.

Desvendando a indestrutibilidade do Nokia

  • Os modelos como o Nokia 3310 e o 1100 ficaram conhecidos como “tijolões” por um motivo simples: eram duros na queda. O segredo estava na escolha dos materiais e na estrutura interna dos aparelhos.
  • Carcaça resistente: Os celulares tinham corpo de policarbonato, plástico forte que absorvia bem os impactos.
  • Design funcional: As telas pequenas ficavam protegidas pela própria estrutura. Menos vidro significava menos chance de quebrar.
  • Componentes bem encaixados: Por dentro, o aparelho era simples e compacto, com poucas partes soltas ou frágeis.
  • Menos falhas: Por não ter muitas funções complexas, era mais difícil o celular apresentar defeito.
  • Bateria durável: Mesmo com menor capacidade, as baterias aguentavam dias sem recarga, graças ao baixo consumo de energia.

Esse conjunto tornava o Nokia antigo quase imune às quedas e ao uso intenso. A fama de “inquebrável” virou piada na internet, mas tem base real.

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Por que o jogo da cobrinha conquistou a todos?-

  • O outro destaque dos Nokias da época era o jogo da cobrinha. Simples, direto e muito divertido, o Snake virou um dos primeiros vícios mobile do mundo. Mas o que explicava tanto sucesso?
  • Fácil de jogar: Bastava entender a lógica: controlar a cobra, comer os pontos, evitar bater nas bordas ou no próprio corpo.
  • Desafio crescente: A cobra aumentava de tamanho e o jogo ficava mais rápido, exigindo mais atenção e habilidade.
  • Acesso imediato: O jogo já vinha instalado no aparelho e não precisava de internet, downloads ou configurações.
  • Clima de competição: Muitos tentavam bater seus próprios recordes ou o dos amigos, o que incentivava a jogar mais.
  • Contato com o novo: Para muita gente, foi a primeira experiência com jogos portáteis — e isso marcou época.

Snake não era só um jogo. Era uma companhia nos momentos de espera e uma diversão que conectava milhões de usuários de Nokia.

O impacto duradouro do Nokia antigo

  • O Nokia “tijolão” deixou uma herança que vai além da resistência e do jogo da cobrinha. Ele foi símbolo de uma época e ajudou a popularizar o uso dos celulares no dia a dia.
  • Confiabilidade: Os aparelhos eram simples, funcionavam bem e duravam muito tempo. Um verdadeiro exemplo de durabilidade.
  • Ícone cultural: Até hoje, os “tijolões” aparecem em memes e releituras modernas, mostrando o carinho do público.
  • Início do entretenimento mobile: Snake abriu caminho para o celular como plataforma de jogos, algo que hoje movimenta bilhões.
  • Referência de robustez: Quando se fala em algo forte e resistente, o Nokia antigo ainda é a comparação imediata.

Em um período de smartphones cada vez mais delicados e complexos, a recordação do antigo Nokia, com sua habilidade de resistir a qualquer coisa e o apelo global do jogo da cobrinha, nos leva a pensar sobre a importância da simplicidade e da durabilidade. Ele demonstrou que, em algumas ocasiões, para se tornar uma lenda, não é necessário possuir a tecnologia mais sofisticada, mas sim a combinação adequada de resistência e utilidade.

* Sob supervisão de Lucas Borges

Izabella Gomes é estagiária na Itatiaia, atuando no setor de Jornalismo Digital, com foco na editoria de Cidades. Atualmente, é graduanda em Jornalismo pela PUC Minas