A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte vai seguir por tempo indeterminado. A decisão foi tomada por cerca de
A paralisação é motivada, principalmente, pela rejeição ao reajuste salarial de 2,49% proposto pela prefeitura — percentual que, segundo os profissionais da educação, está abaixo da inflação e do Piso Nacional do Magistério.
Os profissionais também reivindicam: a contratação imediata de professores — especialmente nas EMEIs —; a reestruturação da carreira; a redução do número de alunos por sala e a ampliação do tempo de planejamento.
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Amanhã (2), será realizada uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (SindRede-BH) para tratar da greve. Na quinta (3), há previsão para uma nova assembleia.
Escolas não abrirão para alimentação
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que as escolas
Eles argumentam que não houve tempo hábil para organizar a reabertura após o anúncio e destacam que a legislação federal sobre alimentação escolar prevê a oferta de merenda apenas em “dias letivos”.
“Optamos por não abrir, não porque somos contra a merenda, mas porque existe uma legislação que impede as direções escolares de convocar funcionamento fora dos dias letivos”, explicou Anderson Rocha, diretor e professor da rede municipal.
Os representantes da categoria também afirmam que não houve nenhuma ordem administrativa por escrito. “Contamos com a sensibilidade do prefeito para que ele possa mediar a situação. A partir do entendimento de que as escolas não poderiam funcionar, reforçamos que não havia nenhuma determinação formal”, completou.