SP: marido de mulher que morreu em piscina de academia recebe alta após oito dias internado

Principal suspeita é que as vítimas foram intoxicadas com cloro - uma vez que a academia usava quantidade do produto para uma semana em apenas um dia

Uma pessoa morreu e cinco foram internadas após aula de natação

O marido da mulher que morreu após uma aula de natação, em uma academia na zona leste de São Paulo, recebeu alta neste domingo (15). Ele também havia participado da atividade e sofreu intoxicação, ficando hospitalizado por oito dias em estado grave.

Além dele e sua esposa, Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, outras cinco pessoas passaram mal. Entre as vítimas, um adolescente de 14 anos segue internado em estado grave, respirando com auxílio de aparelhos. A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) investiga o caso.

A principal suspeita é que as vítimas foram intoxicadas com cloro - uma vez que a academia usava quantidade do produto para uma semana em apenas um dia. Testemunhas relataram que os alunos sentiram um cheiro químico intenso, seguido de ardência nos olhos, nariz e pulmões, além de episódios de vômito após a aula.

Relembre o caso

Durante a noite de 7 de fevereiro, sete pessoas passaram mal após uma aula de natação. De acordo com as investigações, um manobrista era responsável pela limpeza da piscina. Imagens de segurança mostram uma fumaça branca saindo de um balde que foi jogado na água instante antes da atividade.

Segundo a Polícia Civil, o funcionário preparou a mistura química e a deixou próxima à piscina, aguardando o término da aula para despejar o produto na água. O ambiente, descrito pela corporação como fechado e com pouca ventilação, favoreceu a exalação de gases tóxicos ainda no balde, antes mesmo de qualquer aplicação na piscina.

Haviam nove alunos participando da atividade no momento do incidente. Mas, o marido de Juliana, ao perceber que algo estava errado, pediu para que todos deixassem a piscina imediatamente.

A academia foi interditada, uma vez que não possuía alvará de funcionamento.

Vítimas

Juliana Faustino Basetto, de 27 anos, chegou a ser socorrida, mas morreu após sofrer uma parada cardíaca. O marido dela recebeu alta neste domingo (15).

Um adolescente de 14 anos está hospitalizado, respirando respirando com auxílio de aparelhos. O pai dele relatou aos policiais que o pulmão do jovem estava “cheio de bolinhas”, resultado da inalação das substâncias químicas. Durante a aula, ele apresentou fraqueza nas pernas e dificuldade para respirar.

Outras duas pessoas também receberam alta médica. O professor responsável pela aula também passou mal, mas não chegou a procurar atendimento hospitalar e ajudou no socorro aos alunos.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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