A família da pequena Isis confirmou neste domingo (15) que a bebê,
Moradora de Belo Horizonte, a família viveu dias de angústia desde que a condição foi identificada ainda durante a gestação. A recém-nascida é filha de Rayssa Kelly Armond, de 24 anos. Desde o diagnóstico, os familiares buscavam uma vaga para a cirurgia de urgência, devido ao risco de rompimento de um vaso sanguíneo.
Em mensagem divulgada após a confirmação da vaga, a madrinha da criança celebrou a conquista e destacou a mobilização popular. “Hoje venho aqui com o coração cheio de emoção e gratidão. Conseguimos a vaga para a minha afilhada, Isis. Depois de dias de angústia, medo e incerteza, nossa voz foi ouvida. E isso só aconteceu porque muitas pessoas decidiram se importar, compartilhar, marcar, cobrar e orar junto conosco”, afirmou.
Ela ressaltou que cada gesto de apoio teve impacto direto na luta pela cirurgia. “Cada compartilhamento fez diferença. Cada mensagem de apoio nos fortaleceu. Cada pessoa que se uniu à nossa causa ajudou a salvar uma vida”, acrescentou.
Segundo a familiar, a mobilização coletiva demonstrou a força da união em momentos de dificuldade. “Eu aprendi, na prática, o quanto é poderoso quando nos unimos em prol de uma causa. Quando uma mãe levanta a voz, ela é uma. Mas quando uma comunidade inteira se levanta, ela se torna impossível de ser ignorada.”
A mensagem também reforça a importância da empatia e da rede de apoio formada nos últimos dias. “A vida da minha filha é prova de que a união faz a diferença. Que a empatia transforma. Que ninguém luta sozinho quando existem pessoas dispostas a estender a mão. Minha eterna gratidão a todos que estiveram conosco nessa batalha. Que Deus abençoe cada um que compartilhou, orou e ajudou de alguma forma. Seguimos em oração pela recuperação da minha pequena guerreira.”
Ao final da publicação, a família resumiu o sentimento em uma palavra: gratidão. “A Isis conseguiu a vaga.”
Relembre o caso
O parto de Isis estava inicialmente previsto para o dia 14 de janeiro, no Hospital Risoleta Tolentino Neves, na Região Norte da capital. Após exames, a unidade informou que não poderia realizar o procedimento devido à complexidade do caso. Mãe e filha foram, então, encaminhadas ao Hospital das Clínicas da UFMG.
Após o nascimento, em 15 de janeiro, os médicos reforçaram a necessidade de cirurgia urgente, mas informaram que o procedimento não poderia ser feito na unidade. A família buscou transferência para a Santa Casa, mas, segundo relatos, a vaga foi inicialmente negada por falta de material cirúrgico e, em um segundo momento, por ausência de leito disponível.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Mariana Armond Etelvino, de 42 anos, madrinha de Isis e prima de Rayssa, informou que a família também procurou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em busca de apoio. Houve ainda a tentativa de transferência para o Hospital Biocor, que informou não realizar esse tipo de procedimento.
Com a confirmação da vaga, os familiares agora acompanham os próximos passos do tratamento e mantêm a corrente de oração pela recuperação da bebê.