Uma família de
O parto de Isis estava marcado para o dia 14 de janeiro, no
Após o parto, no dia 15 de janeiro, os médicos ressaltaram a importância da cirurgia de urgência, contudo, informaram que o procedimento não poderia ser feito na unidade. A família tenta uma vaga na Santa Casa, que foi negada por falta de material para cirurgia. Em uma segunda tentativa, eles receberam o retorno de que a unidade estava sem leito.
Em entrevista à Itatiaia, Mariana Armond Etelvino, de 42 anos, que é madrinha da Isis e prima da Rayssa, contou que a família pediu ajuda ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mas ainda não conseguiu uma solução para a situação.
De acordo com ela, uma assessora sugeriu a possibilidade da cirurgia ser realizada no Hospital Biocor. Após ser acionado, o hospital informou que o procedimento também não poderia ser realizado lá, já que o Biocor não faz esse tipo de cirurgia.
Sem outra opção de hospital para realizar a cirurgia, Mariana relatou, ainda, a angústia da espera.
“Eu fico ligando para tudo quanto é lugar. A gente fica à mercê de aguardar alguma coisa, porque a gente fica morrendo de medo o tempo todo. Tipo assim, a gente sabe a hora que ela vai sentir alguma coisa? A hora que essa veia vai romper? Eu não sei. Ela tem 27 dias hoje”, contou.
Com três filhos, a mãe de Isis está hospedada no alojamento do hospital, informou Mariana. Ela contou que os parentes estão se dividindo para cuidar dos outros dois filhos, de 3 e 6 anos.
“Ela está desesperada, fica em crise de ansiedade, ela fica louca, por quê? Porque ela tá no hospital esse tempo todo com a neném, e os dois filhos aqui fora precisando dela”, relatou.
A Itatiaia tenta contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com a Santa Casa de BH, com o Hospital das Clínicas, com o Biocor e com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) para obter informações sobre o caso. A matéria será atualizada com os respectivos posicionamentos.