A Polícia Civil de Minas informou que o procurador do Estado suspeito de cuspir e de tentar agredir uma funcionária do cinema será investigado somente se a trabalhadora entrar com representação criminal contra ele. O caso ocorreu no Diamond Mall, no bairro de Lourdes, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e foi
Conforme a trabalhadora, a reação do cliente ocorreu após ela se recusar a levar pipoca até a sala de cinema. Bruno Resende Rabello é servidor da Advocacia Geral do Estado e atualmente ocupa cargo na Procuradoria de Direitos Difusos, Obrigações e Patrimônio de Minas. Ele foi identificado por conta do CPF usado na compra.
Em nota, a Polícia Civil de Minas confirmou que a ocorrência de vias de fato/agressão foi registrada pela Polícia Militar e informou que ninguém foi conduzido para a delegacia. O órgão esclareceu que, para o caso ser investigado, a vítima precisa ir presencialmente à Delegacia Adida ao Juizado Especial Criminal, no bairro Padre Eustáquio, para representar criminalmente contra o suspeito.
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Murros e gritos
Aos policiais, a mulher relatou que o procurador chegou na recepção do cinema esmurrando a bancada e gritando que ‘queria a sua pipoca’. Ela entregou o pacote ao cliente, mas ele continuou gritando e exigindo que ela deveria ‘entregar o refil de pipoca na sala de cinema naquele momento’. A mulher explicou que aquele não era o procedimento da empresa e, então, Rabello começou a filmar a funcionária e dizer que ela era ‘obrigada a fazer o que ele mandava’.
Rabello ainda teria chamado a funcionária de incompetente, cuspido na cara dela e tentado agredi-la três vezes, e foi embora antes da chegada dos militares. As imagens da câmera de segurança foram repassadas à polícia, assim como o CPF do suspeito, que ficou registrado no caixa.
Procurador não se pronuncia
No boletim de ocorrência, a vítima informa o CPF usado na compra da pipoca. A Itatiaia apurou que o número de identificação em questão é de Bruno Resende Rabello, procurador da AGE.
A reportagem tentou contato no telefone pessoal por ligação em mais de uma oportunidade, mas as ligações foram encerradas por quem estava do outro lado da linha. Também tentamos contato pelo WhatsApp, sem resposta. O espaço segue aberto à manifestação de Bruno Resende Rabello.
A Advocacia-Geral do Estado (AGE), órgão público em que ele trabalha, afirmou que não se posiciona sobre questões pessoais de servidores, mas enviou nota afirmando que não compactua com esse tipo de agressão.
A Itatiaia também entrou em contato com o Diamond Mall. O espaço segue aberto.