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Coqueluche: BH amplia público de vacinação contra doença em meio a aumento de casos em SP

Em 2024, Belo Horizonte registrou 3 casos da doença

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, em caráter excepcional e temporário, a vacinação contra coqueluche será ampliada para grupos específicos em Belo Horizonte. A medida foi adotada depois do aumento no registro de surtos da doença em países da Ásia e Europa, e do temor de que situação semelhante ocorra no Brasil.

No estado de São Paulo foi registrado um aumento de 760% no número de casos de coqueluche entre janeiro e o início de junho em 2024, em comparação com o ano passado. Até o momento foram notificados 139 casos da doença.

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Grupos

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, o imunizante dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate a difteria, tétano e a coqueluche, será aplicado nos seguintes grupos:

  • Profissionais da saúde que atuam em atendimentos de ginecologia, obstetrícia, pediatria;
  • Doulas;
  • Profissionais atuando em creches com crianças de até 4 anos.

Foram recebidas cerca de 40 mil doses da vacina. Pessoas que fazem parte desses grupos podem procurar centros de saúde para receber o imunizante.

Além disso, para ampliar a cobertura vacinal, equipes de saúde estão percorrendo as 145 Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) da capital para atualizar a caderneta de estudantes menores de 5 anos. Com a recomendação do Ministério, os trabalhadores desses locais também serão vacinados contra a coqueluche.

É indispensável que todos aqueles que forem receber a vacina apresentem, preferencialmente, o documento de identificação com foto, CPF, o comprovante da ocupação e cartão de vacina para o devido registro.

Coqueluche

Febre, cansaço e tosse seca são alguns dos sintomas comuns, que podem levar a complicações, como pneumonia, desidratação e paradas respiratórias. A coqueluche é de alta transmissibilidade, mas é controlada no Brasil graças à vacinação. Em 2024, até o momento, Belo Horizonte registrou três casos da doença.

No SUS, o esquema vacinal é feito com três doses da pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de vida, seguidas de reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos 4 anos. Atualmente, a cobertura vacinal para crianças de até um ano é de 65,4%.


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Pablo Paixão é estudante de jornalismo na UFMG e estagiário de jornalismo da Itatiaia
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