Em 2026, a Imperatriz Leopoldinense não vai apenas cantar a biografia de um ícone, mas sim encarnar sua essência. Com o enredo “Camaleônico”, a agremiação mergulha na trajetória revolucionária de Ney Matogrosso, focando na sua capacidade única de se reinventar e desafiar as fronteiras entre o masculino, o feminino, o bicho e o homem.
A estética de “ser vários”
O enredo promete ser um prato cheio para o luxo e o apuro visual característicos de Ramos. A narrativa percorre o tempo, mas não de forma linear:
- Secos & Molhados: o impacto das faces pintadas e do figurino que desafiou a censura em plena ditadura militar.
- A pele de camaleão: o desfile explorará a metamorfose constante de Ney, com figurinos que, segundo a escola, prometem mudar de forma e cor na própria avenida, simbolizando a “pele” que se renova.
- Liberdade de gênero: a homenagem destaca como Ney foi pioneiro em quebrar normas de comportamento, usando a performance exuberante como ferramenta política e artística.
Um espetáculo de texturas e cores
Para a Imperatriz, “Camaleônico” é a oportunidade de unir a sofisticação de seus ateliês à ousadia cênica de Ney. A promessa é de um desfile sensorial, onde o público não verá apenas um enredo, mas sentirá o “frio na barriga” de uma apresentação de palco. A “metamorfose da arte” será o fio condutor, mostrando que, assim como o artista, a escola de Ramos também sabe se reinventar sem perder sua realeza.