Qual o enredo da Vila Isabel em 2026? Agremiação desfila na terça-feira (17)

Escola mergulha no universo lúdico e colorido de Heitor dos Prazeres, um mestre do samba

Em 2016, Vila Isabel apresentou desfile sobre a trajetória do político pernambucano Miguel Arraes

Em 2026, a Unidos de Vila Isabel convida o público para um delírio estético e musical: enxergar o Brasil pelos olhos de Heitor dos Prazeres. Compositor, instrumentista e um dos maiores pintores naif do país, Heitor será o fio condutor de um desfile que promete ser uma “tela em movimento”, unindo o balanço do morro à sofisticação das artes plásticas.

A África revisitada

O enredo explora a visão de Heitor sobre suas raízes. Para ele, a África não era apenas um continente distante, mas uma presença viva no cotidiano do Rio de Janeiro. A Vila Isabel levará para a avenida o cotidiano vibrante, com as baianas, os malandros e as rodas de samba que Heitor eternizou com suas cores chapadas de alegria.

O desfile promete ser uma viagem à boemia do Rio antigo, o berço do samba, reinterpretado pela ótica de quem ajudou a fundar escolas como a Mangueira e a Portela, além de retratar como o artista projetou seus sonhos de liberdade e beleza em uma estética que celebra a dignidade do povo negro.

Uma tela em movimento

A Vila Isabel, conhecida por sua elegância e acabamento impecável, deve apostar em carros alegóricos que simulem a textura e a volumetria das telas de Heitor. A ideia é que cada ala seja uma pincelada do artista, transformando o desfile em uma narrativa visual que flutua entre o asfalto da Sapucaí e o imaginário da Pequena África carioca.

Leia também

Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

Ouvindo...